Governo quer planos de contingência para lidar com a seca

As Administrações de Região Hidrográfica terão de ter planos de contingência para lidar com a seca que permitam o recurso imediato a origens de água semipúblicas, defende secretário de Estado do Ambiente.

O secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, defende que as Administrações de Região Hidrográfica terão de ter planos de contingência para lidar com a seca que permitam o recurso imediato a origens de água semipúblicas.

Em Samora Correia, nas comemorações dos dez anos da criação da empresa intermunicipal Águas do Ribatejo, o governante salientou, ontem, a importância de fazer um “bom inventário” das origens de água semipúblicas que eram utilizadas antes dos atuais sistemas de abastecimento.

O Governo quer que estes sistemas “sejam bem identificados e bem mantidos”, garantindo o controlo de qualidade de água “para, se um dia houver uma situação de emergência, poderem entrar em funcionamento com muita celeridade”.

Perda de água e reutilização de águas residuais tratadas

Carlos Martins afirmou ainda a possibilidade de se constituírem grupos que possam fazer formação de quadros dos municípios para que se reduza a perda de água. O objetivo é “levar metodologias técnicas que demonstraram ser de sucesso para que os municípios mais débeis nas suas capacidades técnicas possam melhorar a sua performance”.

O secretário de Estado acrescentou que a estratégia nacional para a reutilização de águas residuais tratadas deverá estar concluída no primeiro semestre de 2018 e pronta a ser complementada por planos de ação das entidades gestoras das 50 maiores estações de tratamento do País.

“Com isto asseguramos pelo menos 80% dos efluentes e queremos que esse plano de ação consubstancie que tipo de utilizações podem ter – rega, usos públicos, arrefecimento ou aquecimento industrial, usos industriais compatíveis, recarga de aquíferos se for o caso, uso agrícola”, disse.

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