Governo realça que apoio à retoma progressiva abrangeu 19 mil empresas

Quanto ao pagamento de apoios, Ana Mendes Godinho explicou que “das 69 mil empresas que temos neste momento já com apoios pagos, temos 50 mil empresas que recorreram ao incentivo, significa que na prática o incentivo era o mecanismo mais fácil porque dava liquidez imediata às empresas.

Mário Cruz/Lusa

A ministra do trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, realçou esta segunda-feira que 19 mil empresas foram abrangidas pelo apoio à retoma progressiva durante audição no Parlamento.

Ana Mendes Godinho lembrou que “a seguir ao lay off simplificado, optámos por ter três mecanismos alternativos para ter mais flexibilidade para as empresas para que pudessem escolher em função da sua situação”.

“Das 69 mil empresas que temos neste momento já com apoios pagos, temos 50 mil empresas que recorreram ao incentivo, significa que na prática o incentivo era o mecanismo mais fácil porque dava liquidez imediata às empresas e muitas delas optaram exatamente por essa situação e temos 19 mil empresas abrangidas pelo apoio à retoma progressiva”, frisou a ministra do Trabalho.

A governante explicou que “o incentivo à retoma não é salário”. “O incentivo extraordinário à normalização, volto a frisar, o que nós fizemos foi criar mecanismos para que as entidades optassem pela solução que melhor se adequasse, uma optaram pelo incentivo à retoma, outras optaram pelo incentivo à normalização”, completou. Ana Mendes Godinho também recordou que “no primeiro semestre de 2021 vamos colocar à disposição das empresas novamente estes instrumentos”.

Quanto a possíveis diferenças entre os dados do ministério das Finanças relativamente às do ministério do Trabalho, Ana Mendes Godinho apontou que “a execução orçamental da direção geral do orçamento não reflete ainda os dados mais atualizados que estamos por este lado a dar e por outro, não reflete relativamente ao incentivo pago pelo IEFP”.

Relacionadas

Refinaria de Matosinhos. Sindicato avisa que “estão em risco 500 postos de trabalho diretos mais mil indiretos”

O sindicato Fiequimetal alerta que 1.500 postos de trabalho estão em risco e critica o facto de a empresa ter aprovado o pagamento de dividendos este ano, numa altura em que a pandemia já estava a provocar uma travagem na economia. O sindicato pede ao Governo para fazer uso da participação do Estado na Galp para travar esta medida.

Seis supermercados e dois fornecedores de bebidas multados em 304 milhões de euros pela Autoridade da Concorrência

As empresas acusadas de concertação de preços em prejuízo do consumidor foram Modelo Continente, Pingo Doce, Auchan, Intermarché, Lidl, E. Leclerc, Central de Cervejas e Primedrinks.
Recomendadas

Moçambique baixa receitas fiscais do gás ao fundo soberano para 40%

Moçambique deverá ser um dos maiores exportadores mundiais de gás a partir de 2024, beneficiando não só do aumento dos preços, no seguimento da invasão da Ucrânia pela Rússia, mas também pela transição energética.

PCP defende aumento do salário mínimo nacional para 850 euros em janeiro

O secretário-geral do PCP acusou o Governo de querer “retomar todos os caminhos da política de direita, fazer comprimir ainda mais os salários, facilitar a exploração, abrir espaço para os negócios privados na saúde e na educação, condicionando ou justificando as suas opções com as orientações e imposições da União Europeia e do euro”.

Irão: Impacto das sanções dos EUA prejudica cooperação com Portugal

Mortza Damanpak Jami destaca que as relações comerciais podem sair afetadas, mas as culturais têm-se desenvolvido, com “muitas oportunidades e muitos programas ligados à cultura”.
Comentários