Governo vai lançar concursos para troço ferroviário entre Évora e Elvas no início de 2018

“Estas portarias vão permitir o lançamento destes concursos no primeiro trimestre de 2018”, explica o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas em resposta escrita enviada à agência Lusa.

Cristina Bernardo

O Ministério do Planeamento anunciou que vai lançar, no primeiro trimestre de 2018, os concursos públicos para a construção do troço ferroviário entre Évora e Elvas, integrado na ligação de mercadorias do corredor internacional sul.

Em causa estão portarias publicadas nesta sexta-feira em Diário da República, que autorizam a tutela a contratar as empreitadas para construir os troços entre o Freixo e o Alandroal, entre Évora Norte e Freixo e ainda entre o Alandroal e a Linha do Leste e ainda a fazer um contrato de prestação de serviços para a fiscalização destas obras, que implicam uma nova ligação ferroviária de Évora à Linha do Leste (junto a Elvas), do corredor internacional sul.

“Estas portarias vão permitir o lançamento destes concursos no primeiro trimestre de 2018”, explica o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas em resposta escrita enviada à agência Lusa.

Ao todo, o investimento ronda os 422 milhões de euros, dos quais 264 milhões de euros são comparticipados pelo Estado e as verbas restantes – 158 milhões de euros – são suportadas por fundos comunitários, no âmbito do Programa Mecanismo Conectar Europa (CEF), segundo um ponto de situação enviado à Lusa.

O documento precisa que a maior fatia de investimento diz respeito à ligação Alandroal-Linha do Leste (220 milhões de euros), seguindo-se a ligação Freixo-Alandroal (105 milhões de euros) e a ligação Évora Norte-Freixo (70 milhões de euros).

A fiscalização terá um custo de 27 milhões de euros.

Na resposta enviada à Lusa, a tutela frisa que “este troço é fundamental para completar um corredor internacional ferroviário”.

Em Portugal, vai “completar a ligação entre os portos de Sines e Setúbal e a fronteira com Espanha”, acrescenta.

O Governo destaca ainda que “há muitas décadas que não era construído um troço de caminho-de-ferro desta envergadura” no país, numa dimensão de cerca de 100 quilómetros.

Questionado sobre prazos para as obras, o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas escusou-se a responder.

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