Graça Freitas admite rever isolamento profilático de vacinados

“Estamos neste momento a avaliar muito bem a questão das pessoas que ficam em isolamento profilático no sentido de distinguir quem tem um contacto com uma pessoa doente e está vacinado de uma pessoa que teve esse contacto e não está vacinada”, disse, afirmando que esta é uma das medidas que vai ser diferente. 

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

A diretora-geral da Saúde assumiu que a Direção-Geral da Saúde está a acompanhar o início do ano letivo nas creches, admitindo que se têm de dar “passos pequenos e cautelosos”, apesar dos pais continuarem sem conseguir entrar com os bebés com as mudanças que se têm verificado.

Em entrevista ao jornal “Público”, Graça Freitas pediu paciência aos pais face à obrigatoriedade do uso de máscara nas escolas e nos recreios. “Temos de aprender a viver com este meio termo”, disse a diretora à publicação.

“Posso estar numa atividade física sem máscara, mesmo na escola, porque estou a praticar desporto escolar, mas depois no recreio normal em que só estou a falar com os meus amigos e colegas ainda se justifica a utilização de máscara”, exemplificou, notando que “mais vale alguma proteção algumas horas por dia do que nenhuma”.

A diretora abordou ainda o isolamento profilático de pessoas vacinadas, afirmando que a norma só está a aguardar o momento certo para ser publicada. “Estamos neste momento a avaliar muito bem a questão das pessoas que ficam em isolamento profilático no sentido de distinguir quem tem um contacto com uma pessoa doente e está vacinado de uma pessoa que teve esse contacto e não está vacinada”, disse, afirmando que esta é uma das medidas que vai ser diferente.

Para a DGS existem três fatores necessários conjugar para a mudança de critérios: vacinação, epidemia e entrada no Inverno, sendo que Graça Freitas considera que é importante ter em atenção a circulação das variantes.

Ao “Público”, a diretora-geral da Saúde assegurou que Portugal já se encontra “numa fase de transição epidemiológica”, um sinal que pode alterar a periodicidade diária dos boletins epidemiológicos. “Queremos aumentar o intervalo desta publicação, sendo que sempre que acontecer alguma coisa inesperada comunicaremos”.

“Vamos libertar os portugueses desta carga que é recordar todos os dias quantos casos, quantos internamentos, porque isso também dá um peso à nossa vida”, disse em entrevista. Atualmente, as autoridades de saúde divulgam uma vez por semana a atualização das dados de vacinação e também as linhas vermelhas do país.

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