Graça Freitas sobre o Natal: “Número de pessoas deve ser restrito ao núcleo familiar”

A diretora geral de saúde salientou que o Governo não deu um número exato de pessoas que se podem juntar para celebrar a quadra natalícia e o que mais importante é cumprir as regras de distanciamento e higienização.

Manuel de Almeida / Lusa

Graça Freitas defendeu na conferência de imprensa desta terça-feira, 22 de dezembro, que o Natal deverá ser passado apenas com um número de pessoas restritas do âmbito familiar. “O Governo não deu uma indicação do número de pessoas, mas a indicação que damos é que independentemente desse número que deve ser restrito ao nosso núcleo mais chegado de família ou amizades se devem manter as regras”, explicou.

A diretora geral de saúde realçou que o número de infeções em Portugal tem vindo a descer, isto porque “a incidência cumulativa nos últimos 14 dias reduziu no nosso país de 502 para 490 casos de infeção por cada 100 mil habitantes”.

Graça Freitas foi questionada sobre António Costa que se encontra em isolamento desde a semana passada, depois de ter estado em contacto com o presidente francês Emmanuel Macron, que testou positivo par a Covid-19. “O primeiro ministro está a ser tratado como um cidadão deste país e a cumprir as regras que as autoridades de saúde lhe estão a dar. Foi feito o teste, está em isolamento profilático e como não está a desenvolver a sintomas tanto quanto sei irá repetir o teste e quando chegar a altura própria terá alta do seu isolamento profilático”.

Um estudo recente revelou que 50% a 60% da população se sente segura a ser vacinada. Graça Freitas referiu que esta é uma situação que os países têm de estudar, ou seja ir monitorizando a perceção que as pessoas têm do valor da vacina que permite duas coisas essenciais: primeiro evita ou reduz doença e outra questão que ainda é mais relevante numa doença como a Covid-19 é que as vacinas salvam vidas”.

Como tal, a diretora geral de saúde disse que esse processo de acompanhamento será feito em Portugal, sendo que  há medida que as vacinas vão sendo dadas e que as pessoas percebem a sua segurança e eficácia, este número tende a subir. “Portugal é dos países que tem mais confiança no programa nacional de vacinação com taxas de cobertura acima de 95%”, realçou.

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