Grécia prepara emissão de dívida de 12 mil milhões em 2022

A Grécia vai recorrer aos mercados de títulos no ano que vem lançando 12 mil milhões de euros, onde se inclui a emissão do seu primeiro título de dívida verde.

A Grécia planeia recorrer aos mercados de títulos no ano que vem para lançar 12 mil milhões de euros, incluindo a emissão do seu primeiro título verde, disse sua agência que gere a dívida pública grega (PDMA) esta quinta-feira ao tornar pública a sua estratégia de financiamento para 2022.

A estratégia de financiamento da agência confirmou um relatório da Reuters de novembro segundo o qual a Grécia planeava tomar empréstimos de até 12 mil milhões de euros em 2022, emitindo dívidas de curto e longo prazo, aproximadamente o mesmo montante deste ano.

Em 2021, o país emitiu obrigações de 5, 10 e 30 anos, angariando um total de cerca de 14 mil milhões de euros e beneficiando de taxas de juro muito baixa, impulsionadas pelo programa de compra de ativos do Banco Central Europeu.

“A estratégia de financiamento para 2022 terá como foco uma presença contínua nos mercados de dívida internacionais, acompanhada pela redução da relação dívida sobre o PIB”, disse a agência, acrescentando que emitirá seu primeiro título verde no segundo semestre.

A Grécia, avaliada com a notação BB pela Standard & Poor’s, voltou aos mercados de títulos internacionais em 2017, depois de ficar bloqueada durante vários anos, ao tempo uma crise de dívida de há uma década.

O país tem como objetivo reduzir o rácio da dívida sobre o PIB – estimada em 197,1% – depois de a ter aumentado acentuadamente durante a pandemia, ao abrigo das decisões da União Europeia devidas à pandemia, e pretende por outro lado preservar a sua reserva de caixa de empréstimos de resgate não utilizados e fundos arrecadados nos mercados. A gestão da dívida permitiu ao país manter reservas de caixa acima de 31 mil milhões de euros no final deste ano.

Essas reservas cobrem mais de três anos de necessidades brutas de financiamento, proporcionando uma proteção significativa contra quaisquer riscos de refinanciamento e taxas de juros no médio prazo, disse a agência de dívida, que assim parece antever uma subida das taxas, patrocinada pelo aumento da inflação que se verifica em toda a Europa.

O serviço da dívida com juros, como proporção das receitas totais do governo, retomou a tendência de queda, atingindo 5,6% em 2021. Desde 2012, o rácio do serviço da dívida em relação às receitas diminuiu quase metade, abaixo dos 10,9%, melhorando a sustentabilidade da dívida da Grécia, disse o PDMA.

 

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