Grécia. Trabalhadores fazem nova greve de 24 horas devido ao aumento da inflação

No país, a inflação é uma das mais altas da zona euro, ascendendo aos 12%, ainda que as projeções de crescimento da economia do país em 2022 apontem para 5,3%, o que representa quase o dobro da média europeia.

Uma greve geral com duração de 24 horas teve lugar na Grécia, com dezenas de milhares de pessoas a saírem à rua para reivindicarem o fim dos despedimentos e dos cortes nos salários, devido à subida da taxa de inflação. Esta é a segunda greve de 24 naquele país desde o início do ano, num momento em que os gregos continua a enfrentar grandes dificuldades.

De acordo com o diário britânico “The Guardian”, a inflação registada na Grécia é uma das mais altas da zona euro, ascendo aos 12%, ainda que as projeções de crescimento da economia do país em 2022 apontem para 5,3%, o que representa quase o dobro da média europeia, beneficiando de o turismo ter superado as expetativas que existiam.

A Confederação Geral de Trabalhadores Gregos (GSEE) convocou a guerra para fazer lembrar que “a inflação está a sufocar as famílias gregas” e a dificultar seriamente as “condições do mercado de trabalho.”

Outras greves relacionadas com o aumento dos custos de vida tiveram lugar em Espanha, França, Reino Unido e Alemanha, desde o início da guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

De referir que a Grécia vive uma conjuntura económica de grandes dificuldades. Em outubro, a dívida pública era da Grécia era a mais elevada da União Europeia (UE), com um rácio de 185% de dívida sobre o PIB.

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