GreenVolt lança “Comunidades Inclusivas” e vai beneficiar 250 mil pessoas

O Grupo pretende criar comunidades de energia com condições especiais, assegurando que possam gastar menos na eletricidade através do autoconsumo de energia e alocar esse dinheiro à sua ação social.

A GreenVolt anunciou o “programa Comunidades Inclusivas” que diz ser “uma inovação mundial que pretende criar condições para que entidades do terceiro sector possam reduzir a sua fatura de energia através da produção de energia limpa e renovável e que possam partilhar com a comunidade esses ganhos”.

O Grupo GreenVolt e a Energia Unida – empresa do grupo – acreditam que, para além dos benefícios económicos e ambientais, “as Comunidades de Energia podem estimular a inclusão social através da partilha de energia, ao permitir que as Instituições de Cariz Social e seus beneficiários diretos e indiretos paguem menos pela energia que precisam e possam usar essa poupança para promover a inclusão social”.

A Energia Unida pretende beneficiar através deste programa 250 mil pessoas até 2030 em alinhamento com os 17 objetivos das Nações Unidas de Desenvolvimento Sustentável para 2030.

O grupo pretende criar comunidades de energia com condições especiais, assegurando que possam gastar menos na eletricidade através do autoconsumo de energia e alocar esse dinheiro à sua ação social.

“A parte da energia que não é consumida pelas instituições sociais será partilhada gratuitamente com pessoas em situação de pobreza energética, que vivam perto dessas instituições, permitindo que as mesmas reduzam ainda mais a sua fatura de energia”, garante a empresa.

O programa foi lançado esta segunda-feira em Cascais, numa apresentação que contou com a presença de Ana Mendes Godinho, Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, do Presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, da Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Cascais, Isabel Miguens, de Manuel Lemos, Presidente da União das Misericórdias Portuguesas.

“Com o objetivo de atingir 250 mil beneficiários até 2030, a Energia Unida criou um conjunto de condições especiais para estas instituições que passa, pela oferta da avaliação, desenvolvimento e acompanhamento do projeto, redução substancial dos custos de criação da comunidade e dos custos de operação e manutenção. Estes benefícios somam-se à redução de cerca de 50% da fatura de eletricidade da instituição, partilha de 50% do excedente de energia de forma gratuita com os beneficiários de tarifa social, mantendo-se a liberdade de escolher no futuro o comercializador de eletricidade”, lê-se no comunicado.

São elegíveis para integrar o Programa “Comunidades Inclusivas” da Energia Unida, as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), as misericórdias, as cooperativas culturais, os institutos, as fundações e associações que prossigam atividades culturais, museus, bibliotecas, arquivos históricos e ONG. “A adesão é gratuita e pode ser feita através de contacto com a Energia Unida, ou diretamente no website“, detalha a GreenVolt.

A empresa revela ainda que “a primeira Comunidade Inclusiva do Programa foi também anunciada hoje” se trata de uma Comunidade de Energia em colaboração com a Santa Casa da Misericórdia de Cascais, tendo como epicentro a Creche de Bicesse onde está a ser preparada a instalação de painéis solares (com uma capacidade instalada de 73kwp) que permitirão reduzir em 50% a dependência da creche face à energia do comercializador e reduzir os custos de energia diurnos da creche em mais de 50%, sendo que se espera que, até 60 pessoas em situação de pobreza energética, possam beneficiar do excedente de produção não consumido pela instituição.

“O Grupo GreenVolt acredita na valorização da atividade das Instituições de Cariz Social e considera que a criação de Comunidades de Energia é um contributo para potenciar ainda mais a sua atividade, para além de fomentar a inclusão social e combate à pobreza energética dos beneficiários das respetivas Instituições, contribuindo para uma transição energética justa e que não deixa ninguém para trás”, afirma na nota João Manso Neto, CEO da GreenVolt.

A Energia Unida é líder de mercado na implementação de Comunidades de Energia contando com de 35 projetos, correspondendo a cerca de 20MW (megawatt), de norte a sul do país, em diferentes sectores como indústria, serviços, agroalimentar e turismo.

“As Comunidades da Energia Unida assentam numa base de simplicidade com soluções turn-key, incluindo o processo administrativo, comercial, gestão e O&M incluídos”, revela a empresa.

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