Greve de professores avança esta terça-feira para o distrito de Coimbra (com áudio)

A greve a nacional dos professores por distritos, convocada por oito organizações sindicais, chega hoje à cidade dos estudantes, para onde estão marcadas três marchas pela valorização da profissão docente.

André Kosters/Lusa

A greve nacional, por distritos, convocada por oito organizações sindicais, avança esta terça-feira, 24 de janeiro, para as escolas e jardins de infância do distrito de Coimbra.

É esperada uma adesão “muito elevada”, completada com outras formas de luta que vão desde concentrações, ao início do dia, junto às escolas, à realização de três marchas que, saindo de três locais distintos da cidade de Coimbra, irão confluir na Praça 8 de Maio, às 10H30.

Dirigentes da FENPROF, uma das entidades que convoca este conjunto de ações, estarão, a partir das 8h00, junto de três estabelecimentos de ensino: Escola Secundária D. Dinis;
EB Martim de Freitas (Agrupamento de Escolas) e Escola Secundária Quinta das Flores/Conservatório de Música.

A greve, que esta segunda-feira teve como palco o distrito de Castelo Branco, mantém-se apesar da reunião realizada na passada sexta-feira, com o Ministério da Educação e que, segundo a FENPROF, “foi reveladora da falta de vontade política do Governo para iniciar um processo sério, transparente e profícuo de negociação de um conjunto vasto de matérias que estão na agenda reivindicativa dos professores há vários anos”.

As propostas enviadas no passado dia 18 pelo ministro da Educação, João Costa, ao sindicatos, com os quais reuniu na quarta e na sexta-feira, revelaram-se insuficientes  para tirar os professores da rua. “As propostas para o regime de concursos mantêm colocações por perfis de competências, recrutamento de professores através de um conselho local de diretores, uma clara indefinição quanto ao processo de vinculação de milhares de professores que têm já hoje mais de cinco ou mesmo mais de 10 anos de serviço (cerca de 16.000), mas que permanecem com um contrato a termo, ou, entre outras matérias, uma enorme falta de clareza quanto à forma como se fará a transição dos docentes já nos quadros, para além de ser omisso sobre a possibilidade de realização de concursos internos”, afirma a FENPROF.

Os professores exigem melhores condições de trabalho e salariais, o fim da precariedade, a progressão mais rápida na carreira, a contagem integral do tempo de serviço congelado durante a Troika, e protestam contra propostas do Governo para a revisão do regime de recrutamento e colocação, que está a ser negociada.

A greve por distritos já percorreu Lisboa, Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco e termina a 8 de fevereiro no distrito do Porto.

Paralelamente decorrem mais duas greves. Uma greve convocada pelo S.T.O.P. (Sindicato de Todos os Profissionais de Educação). Decorre até 31 de Janeiro e permite fazer greve várias horas por dia, à escolha dos profissionais e outra convocada pelo Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE). Esta greve ao primeiro tempo de aulas de cada professor decorre até ao dia 8 de Fevereiro, mas nos distritos que não estejam abrangidos pela greve distrital da plataforma sindical.

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