Greve dos Motoristas: ANTRAM quer requisição civil “urgente” por incumprimento dos serviços mínimos

A ANTRAM acusou os sindicatos de não estarem a cumprir os serviços mínimos na greve de motoristas e pede uma requisição civil “urgente”, disse esta segunda-feira o advogado André Matias de Almeida à Lusa.

“Em Sines, os serviços mínimos estão a ser incumpridos a 100%, no Aeroporto de Lisboa deveriam estar a 100% e estão a 25%, na Petrogal, por exemplo, deveriam ter sido feitas 225 cargas e foram 48”, refere o comunicado enviado pela Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) à agência Lusa.

Segundo o representante legal da Antram, “tudo corria normalmente até às declarações públicas” do representante do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, Pedro Pardal Henriques, hoje de manhã.

A Antram adianta ainda que há motoristas que “abandonaram as empresas para se juntarem a Pedro Pardal Henriques e há empresas que não têm ninguém para fazer os serviços mínimos hoje à tarde”.

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“Considera-se lamentável que o senhor primeiro-ministro tenha demonstrado que claramente desrespeita a dignidade profissional daqueles que servem a Guarda”, indicou a Associação em comunicado, voltando a manifestar-se contra a ideia de recorrer a profissionais da GNR para conduzir veículo pesados de transporte de matérias perigosas.

“Felizmente não foi necessário decretar requisição civil”, afirma António Costa

O primeiro-ministro mostra-se satisfeito com o facto de os serviços mínimos estarem a ser cumpridos.
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