“Gritantes injustiças”. Bloco de Esquerda critica administração da Autoeuropa

O Bloco de Esquerda solidarizou-se hoje com a luta dos trabalhadores da Autoeuropa e acusou a administração da empresa de recorrer a “um Código de Trabalho injusto para impor unilateralmente os termos da laboração contínua na fábrica de Palmela”.

Luis Viegas

“O BE expressa toda a solidariedade com os trabalhadores da Autoeuropa e com a sua luta pelo direito à conciliação entre o trabalho e a vida familiar”, refere um comunicado da Comissão Coordenadora da Distrital de Setúbal do Bloco de Esquerda, assinado pela deputada Joana Mortágua.

“O BE renova o compromisso e o apelo à luta dos trabalhadores contra as gritantes injustiças do Código de Trabalho que agora estão a ser impostas na Autoeuropa”, acrescenta o documento, que reconhece a importância estratégica da empresa para o distrito de Setúbal e para o País, bem como as vantagens do “modelo alemão”, que permitiu um clima de paz social desde o arranque da fábrica, em 1995.

Para o BE, a realidade mudou com a vinda do novo veículo T-Roc e com a necessidade de aumentar a produção, o que levou a empresa a impor um horário de trabalho de laboração contínua, face à rejeição de dois pré-acordos previamente negociados com diferentes Comissões de Trabalhadores.

“Perante isto (rejeição dos pré-acordos sobre os novos horários de laboração contínua), a administração da Autoeuropa decidiu recorrer a um Código de Trabalho injusto para impor unilateralmente os termos da laboração contínua na fábrica”, critica o BE, que “repudia a imposição de um horário de trabalho em desrespeito pela negociação e pela vontade expressa dos trabalhadores da Autoeuropa”.

“Rejeitamos também a ameaça de deslocalização da produção, que apenas pretende chantagear os trabalhadores para aceitarem piores condições de trabalho. É lamentável que o Governo tenha escolhido alinhar pelos interesses da administração, sobretudo tendo em conta os apoios públicos que o país já deu à Autoeuropa”, salienta o comunicado do BE.

Os trabalhadores da Autoeuropa têm marcadas várias reuniões plenárias para quarta-feira com o objetivo de discutirem um novo caderno reivindicativo e a atual situação da empresa e para exigirem uma nova negociação sobre os horários de trabalho.

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