Growth Forum ‘2019: todos os caminhos vão dar a Portugal

Desde 2007, o ano de 2018 foi o mais positivo no que respeita à captação de investimento directo estrangeiro. O mar e o diálogo com os povos, são os aliados estratégicos para fazer com que, este ano, seja ainda melhor.

A boa notícia é que 2018 foi o ano mais fértil em captação de investimento directo estrangeiro em Portugal desde que, em 2007, foi formada a AICEP. A notícia menos boa é a de que, apesar desse e de outros sinais de retoma da economia portuguesa nos últimos anos, a Comissão Europeia sublinhou que permanecem “riscos elevados” para a sustentabilidade das finanças públicas em Portugal no médio prazo.

“Portugal sabe construir pontes entre interesses diferentes, somos intermediários extraordinários e podemos funcionar como um pivot de comunicação entre líderes mundiais” Bruno Bobone, Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa

O nosso País continua a lutar para contrariar níveis de crescimento económico demasiado anémicos, mesmo nos melhores exercícios, incapazes de serem um amortecedor seguro para eventuais choques negativos no crescimento.

No centro do Mundo (e dos negócios!)
A questão que se coloca é: terá que ser mesmo assim?
Será que os “velhos do Restelo” têm razão?
Não haverá alternativa para um pequeno país europeu periférico sem petróleo, ouro ou diamantes nos seus recursos naturais? Não terão Portugal e os portugueses valências próprias que lhes permitam mudar de paradigma e afirmar, de uma vez por todas, a sua competitividade na União Europeia e no Mundo?
É sabido que sim. Os discursos políticos de todos os quadrantes estão repletos de referências elogiosas à nossa histórica capacidade de diálogo e de estabelecer consensos com povos de todas as latitudes, fruto de um percurso corajoso que nos permitiu, segundo o poeta, “dar novos mundos ao Mundo”, naquela que terá sido a grande operação pioneira da globalização. Por isso mesmo, também não faltam sistemáticas alusões ao nosso privilegiado relacionamento com povos de todos os continentes reunidos na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que nos coloca numa posição de excelência para mediarmos e aprofundarmos as relações políticas e económicas num vasto mercado lusófono, que pode —e deve— estreitar as ligações da Europa com África, mas também com a América e a Ásia.

“Queremos ajudar a desenvolver os negócios das nossas empresas, e, para isso, é necessária uma componente muito forte de criatividade, de comunicação e de marketing” Bruno Bobone, Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa

Uma capacidade de diálogo e de criação de consensos que nos é reconhecida quando portugueses são escolhidos para cargos de grande destaque a nível internacional. Mas, talvez ainda mais importantes, serão o posicionamento geopolítico e a vocação atlântica de Portugal. Somos um país periférico na Europa, mas central no Atlântico. A nossa história comprova que foram a dimensão marítima e a vocação atlântica que nos permitiram ultrapassar a limitação territorial europeia e ganhar escala enquanto potência marítima mundial.

Por mares antes navegados
Tornou-se quase uma moda dizer que o futuro de Portugal se joga no Mar. Bastará dizer que um navio que saia do Canal do Panamá, se navegar em linha recta, entrará directo no Porto de Sines, o que revela bem todo o potencial para esta plataforma portuária e logística se tornar na principal porta marítima de entrada na Europa, com o significado político e económico que tal representa. Desta forma, Portugal conta hoje com a capacidade de se consolidar como uma ponte nas decisões internacionais, como mediador entre actores, países e mercados distantes, surgindo como um interlocutor idóneo na geração de consensos estáveis e sustentáveis e como catalisador do processo de desenvolvimento internacional. Portugal pode e deve assumir esse papel preponderante na transformação e no futuro da política e economia globais. Esta é a visão da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa que, através do Growth Fórum ‘2019 – Portugal como catalisador do desenvolvimento internacional, evento internacional que se realiza no dia 11 de Abril na Fundação Champalimaud, reunirá figuras internacionais e nacionais de destaque do mundo da política e dos negócios com o objectivo de consolidar e projectar o papel do nosso país no cenário global, presente e futuro.

Este Fórum é o lançamento de uma ideia, de um projecto e de uma grande ambição. Porque mobilizar os portugueses para a exploração das vantagens competitivas do nosso País é um imperativo urgente. É certo que não temos dimensão para assumir um papel de força na economia e comércio internacionais. No entanto, demitirmo-nos de procurar estar na linha da frente dos negócios do futuro só nos tornará mais periféricos, mais irrelevantes e mais dependentes das decisões tomadas por terceiros. Contamos com a participação e o apoio de todos aqueles que acreditam nesta causa!

Mais informações em https://growthforum.ccip.pt/

 

 

 

Este conteúdo patrocinado foi produzido em colaboração com a CCIP – Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa.

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