Grupo EDP e BCP pressionam Lisboa

A bolsa nacional arrancou a primeira sessão após o Natal a cair, pressionada pela descida do BCP e do sector da energia.

Daniel Munoz/Reuters

A bolsa de Lisboa segue a perder 0,04% para os 4.634,05 pontos nesta primeira sessão da semana depois do Natal. A penalizar os títulos do PSI20 estão os títulos do banco liderado por Nuno Amado, a cair 0,64%.

O sector bancário continuará no centro das atenções numa altura em que o índice europeu para a banca, o Stoxx 600 Banks, perde 0,05%. Numa entrevista publicada ontem pelo jornal Bild, o presidente do Banco Central alemão, Jens Weidmann, alertou que para as “medidas planeadas pelo Governo italiano” terem sucesso a instituição tem de estar “financeiramente saudável na sua área de negócio principal”.

Ainda em Lisboa, a EDP Renováveis cede 0,56% e a Semapa perde 1,21%.

Na sessão de hoje, estão ainda em foco acções expostas à economia brasileira como a Galp, a cair 0,25%, a Pharol, que ganha 0,96%, ou a EDP, que cede 0,07%, depois da agência Bloomberg ter noticiado que, pela décima semana consecutiva, os economistas brasileiros cortaram as suas estimativas de crescimento da economia para 2017.

O volume de negociação nesta quadra natalícia é tradicionalmente mais reduzido e será também condicionado pelo fecho da praça londrina (Christmas Holiday).

Recomendadas

Bolsa de Lisboa fecha em queda arrastada pela EDP Renováveis numa Europa mista

O tombo da bolsa deve-se em grande parte à queda das ações da EDP Renováveis. As ações caíram -2,19% para 21,39 euros no dia em que foi noticiado que ganhou o leilão para contruir um parque eólico “offshore” de grande escala ao largo da Califórnia.

Wall Street abre a valorizar com S&P 500 a contrariar cinco dias de perdas

O índice industrial Dow Jones arrancou a sessão a escalar 235 pontos (+0,7%), impulsionado pelos ganhos da Chevron e da Boeing. Já o empresarial S&P 500 acompanhou a subida em 0,7%. Por sua vez, o tecnológico Nasdaq valorizava quase 1% (0,9%).

Taxas Euribor sobem a três e seis meses e caem a 12 meses

A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno positivo em 06 de junho, subiu hoje, para 2,456%, mais 0,014 pontos, batendo um novo máximo.
Comentários