Grupo luso-angolano de bebidas investe 3 milhões de dólares em marcas próprias e indústria de embalamento

A Top Indústria, criada há três anos, emprega atualmente 16 pessoas e possui quatro marcas próprias, além de embalar em Angola marcas estrangeiras “substituindo importações”.

O grupo luso-angolano Top Indústria investiu três milhões de dólares na criação de marcas próprias de vinho e iniciou este ano o embalamento em Angola de vinhos a granel importados de Portugal.

Em declarações à agência Lusa, António Lopes, administrador executivo da Top Indústria, sublinhou que a nova empresa está a contribuir “de uma forma modesta para o desenvolvimento económico e social”.

A Top Indústria, criada há três anos, emprega atualmente 16 pessoas e possui quatro marcas próprias, além de embalar em Angola marcas estrangeiras “substituindo importações”.

O projeto, que arrancou em força este ano, custou até agora três milhões de dólares, envolvendo custos do terreno, infraestruturas, equipamentos e financiamento.

O vinho a granel é comprado sobretudo em Portugal, enquanto as matérias-primas são primordialmente adquiridas em Angola, nomeadamente o cartão.

A Top Indústrias criou até agora quatro marcas “bag-in-box” para o mercado angolano, posicionadas num segmento mais popular.

“Neste tipo de produtos, o consumidor procura obviamente preço, mas nós não queremos ter o melhor preço, queremos a melhor relação preço-qualidade. Por isso, o vinho é embalado tal como vem de Portugal, escolhemos criteriosamente os nossos parceiros”, sublinhou o empresário.

António Lopes considerou que o contexto internacional, associado à guerra na Ucrânia e ao pós-pandemia, tem mantido o mercado angolano “um bocadinho parado”, mas está otimista quanto ao futuro.

“O consumidor angolano é apreciador de vinho, tem uma gastronomia rica e quisemos alargar a nossa atividade, passar de um mero importador e distribuidor para um produtor, acrescentando valor local. E pensamos que isso pode ser alargado a outro tipo de produtos”, realçou.

“Vamos ver as oportunidades que surgem. Começando a dominar esta vertente industrial, podemos avançar para outro tipo de produtos, não só bebidas, como alimentos”, disse o responsável da Top Indústria.

“A forma como o projeto tem corrido tão bem, em função das marcas que criámos, em tão curto espaço de tempo, permite-nos ambicionar a diversificação não só de marcas, mas de produtos”, complementou António Lopes, também à frente da Viniangola (importadora e distribuidora de marcas portuguesas e estrangeiras de vinhos e bebidas espirituosas).

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