Guerra de milhões. Leões e dragões à boleia da águia excêntrica

Nada será como dantes no negócio das transmissões televisivas em Portugal. MEO, NOS e Vodafone viram-se agora para Alvalade e Dragão.


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Autêntica “pedrada no charco”. NOS e Benfica SAD fecharam um negócio multimilionário que não deixará pedra sobre pedra no negócio das transmissões televisivas em Portugal. Se o acordo, com duração inicial de três anos (renovável por qualquer uma das partes e que inclui a transmissão televisiva dos jogos em casa para a I Liga e direitos de transmissão e distribuição do canal BTV), perfizer um total de dez temporadas, as águias (agora excêntricas com o negócio de muitos milhões) irão encaixar uma verba de 400 milhões de euros naquele que já é o maior negócio de sempre do futebol português.

Importa olhar para a realidade europeia. Em Inglaterra (na imbatível Premier League), o mais recente negócio dos direitos televisivos fez com que todos os clubes do principal escalão britânico conseguissem ultrapassar os colossos Real Madrid e Barcelona, que já recebem 150 milhões de euros por temporada.

Em Portugal, e após o negócio NOS/Benfica SAD, é de esperar que Sporting CP e FC Porto lucrem com estes montantes. Na estrutura atual, onde existem poucas empresas de audiovisual com capacidade para chegar a estes números, é de esperar uma resposta feroz dos concorrentes. Assim, será muito difícil que leões e dragões vendam os seus direitos televisivos por menos de 40 milhões de euros por época ou, na pior das hipóteses (de acordo com os especialistas), os rivais irão atingir pelo menos 80% do valor garantido pelo SL Benfica. Recorde-se, no entanto, que os rivais dos encarnados têm contratos até ao final da época 2017/18 com a PPT, empresa liderada por Joaquim Oliveira (um nome incontornável quando o tema passa por direitos de transmissões televisivas.

Com a fasquia prestes a subir com o negócio NOS/Benfica SAD, todos os clubes do principal escalão do futebol português (ou pelo menos, os mais significativos) deverão beneficiar desta autêntica guerra de milhões entre as operadoras. Os especialistas referem que, entre os vários modelos de financiamento, o mais benéfico para os emblemas nacionais seria a centralização deste negócio (numa instituição como a Liga de Clubes, por exemplo) iria acarretar receitas mais volumosas.

No entanto, as poucas receitas dos clubes em Portugal (mesmo os que competem na I Liga) fazem com que estes prefiram qualquer verba, a correr o risco de não garantir qualquer montante pelas transmissões televisivas. E como seria possível inverter tudo isto? Só se a Liga portuguesa deixasse de ser uma competição de transição de jogadores para grandes campeonatos como a Premier League e La Liga. Essa visibilidade (praticamente improvável) atraíria o interesse de operadores internacionais e elevaria a fasquia. MEO, NOS e Vodafone estão atentos e prontos para apresentar propostas.

Por José Carlos Lourinho/OJE

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