Guerra na Ucrânia. Cerca de 150 mil russos mobilizados estão a regressar a casa (com áudio)

A garantia é dada pelo governador da região russa de Khabarovsk, Mikhail Degtyarev. A contestação interna à mobilização tem sido notada e chega até de oficiais russos, habitualmente apoiantes das decisões de Vladimir Putin.

Reuters

A Rússia mobilizou recentemente 300 mil cidadãos russos para serviço militar para a guerra com a Ucrânia, mas metade já foram enviados de regresso às suas casas. Em causa está o facto de serem considerados incapazes de desempenhar as funções requeridas, de acordo com o governador da região russa de Khabarovsk (no sul do país), Mikhail Degtyarev, citado pela “Al Jazeera”.

“Demos ordem de regresso a casa a cerca de metade [dos 300 mil], já que não cumpriam os critérios de seleção para ingressarem no serviço militar”, disse o governador, num vídeo divulgado através da rede social Telegram. Degtyarev referiu ainda que o comissário militar da região foi afastado, mas que isso não afetaria a mobilização.

A guerra entre Rússia e Ucrânia teve início no dia 24 de fevereiro e dura há mais de sete meses. A contestação interna na Rússia tem vindo a aumentar, com duas mil pessoas presas em protestos contra a guerra, em mais de 30 localidades.

Oficiais russos, que por norma apoiam as decisões do presidente russo, Vladimir Putin, também se têm mostrado contra a mobilização. É o caso de Valentina Matviyenko, presidente do Conselho da Federação, que referiu que a situação é “absolutamente inaceitável”.

Recomendadas

ONU em São Tomé elogia autoridades após ataque a quartel e pede que país seja “bom aluno”

Em entrevista à Lusa, Eric Overvest declarou que o escritório da ONU em São Tomé e Príncipe acompanhou, ao longo do dia, os acontecimentos, junto das autoridades, na sequência do assalto, por quatro homens, ao quartel militar, que o primeiro-ministro, Patrice Trovoada, classificou como “tentativa de golpe de Estado”.

PremiumJoe Biden arrisca teto para o preço do petróleo russo

A decisão não conseguiu consenso na União Europeia. Moscovo adverte que pode ser o primeiro passo para uma crise petrolífera sem precedentes. Com a Ucrânia às escuras e com frio, o Kremlin acha que a NATO já está a combater a Rússia.

Ex-ministro das Finanças do Luxemburgo vai liderar fundo de resgate da zona euro

Num comunicado hoje divulgado, o fundo de resgate do euro indica que “o Conselho de Governadores do Mecanismo Europeu de Estabilidade, que junta os 19 ministros das Finanças da moeda única, nomeou hoje o ex-ministro das finanças luxemburguês Pierre Gramegna para o cargo de diretor-executivo”, que ocupa a partir de 1 de dezembro.
Comentários