Guerra na Ucrânia e Covid-19. 200 mil rezam em Fátima neste 13 de maio

“Tanta miséria, tantos tiros e parece que não vai acabar tão cedo”, disse Arminda Oliveira, de 79 anos, pouco depois de um homem com uma bandeira ucraniana no pescoço andar de joelhos em oração perto de onde ela estava sentada. Também os padres endereçaram o assunto.

REUTERS/Pedro Nunes

Felizes, mas cautelosas, 200 mil pessoas rezam em Fátima pelo fim da pandemia e da guerra neste 13 de maio para assinalar a primeira das Aparições de Fátima, apesar do receio de nova vaga de Covid-19, avança a “Reuters”.

No ano passado, apenas 7.500 foram permitidos dentro do santuário e as pessoas tiveram que ficar em círculos para manter o distanciamento social. Desta vez, já não houve restrições nenhumas. Para muitos, foi um momento especial ver o santuário finalmente abrindo as portas para uma grande multidão.

A aposentada Teresa Maria, de 62 anos, foi uma das fiéis presentes nas comemorações. Mas, à medida que as infeções diárias voltam a aumentar, Teresa Maria decidiu manter a máscara. “Procuro tomar precauções”, disse enquanto esperava o início da procissão de despedida, um dos pontos altos do evento. “Não estamos livres disto. Os casos estão a aumentar”.

Portugal tem a maior média móvel de sete dias da União Europeia de casos por milhão de habitantes, de acordo com o Our World in Data. Especialistas de saúde antecipam uma sexta vaga.

Mas não se rezou apenas por uma realidade sem Covid-19. Também a invasão russa da Ucrânia esteve nas preces, tanto de quem celebrou como de quem ouviu.

“Tanta miséria, tantos tiros e parece que não vai acabar tão cedo”, lamentou Arminda Oliveira, de 79 anos, pouco depois de um homem com uma bandeira ucraniana cumprir uma promessa em joelhos perto dela.

Os padres abençoaram uma estátua da Virgem Maria e vão oferecê-la a uma catedral na cidade ucraniana de Lviv, que se tornou um refúgio para os que fogem da guerra. “Mesmo nestes tempos difíceis marcados pelo flagelo da guerra e pela pandemia, alegrem-se – não no mundo, mas no Senhor”, disse o bispo venezuelano Edgar Parra aos fiéis em Fátima.

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“O cinema vai ficar calado ou vai falar sobre isto? Se houver um ditador, se houver uma guerra pela liberdade, novamente, tudo depende da nossa unidade. O cinema pode ficar de fora?”, questionou. Por fim, disse que a sua crença é a mesma do clássico cinematográfico: “a liberdade não morrerá”.

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Ivan Kuliakd deve também devolver a medalha e reembolsar o prémio em dinheiro de 500 francos suíços (cerca de 477 euros) e pagar uma contribuição dos custos do processo no valor de 2.000 francos suíços (1908 euros). O russo pode pedir o recurso nos próximos 21 dias.
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