Guerra no sindicato dos bancários. Eleições ao rubro

A escassas duas semanas da data das eleições no Sindicato dos Quadros Técnicos Bancários, a contenda está ao rubro. Concorrem três listas. No centro da discussão está um presidente polémico.


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As eleições para os órgãos sociais do SNQTB estão ao rubro. As acusações entre listas concorrentes são mais do que as ideias que alguns dos candidatos trazem nos seus programas e os associados debatem-se com dúvidas sobre o caráter dos candidatos a líder, muito por força da campanha que os opositores de Afonso Diz lançaram sobre o atual presidente da direção.

Afonso Diz não é uma figura pacífica. Com uma carreira profissional longa e variada – o agora presidente até já foi piloto de aviões de pequeno porte -, Afonso Diz tem-se eternizado à frente dos destinos do Sindicato que, dizem os seus detratores, trata como seu. A verdade é que se o SNQTB é o que é, deve tudo a este presidente polémico. Afonso Diz soube mantê-lo longe dos apetites das centrais sindicais, desenvolver atividades que permitiram que o sindicato tivesse fontes de financiamento para além das quotas dos sócios e construir uma rede de apoios sociais, de que se destaca o “SAMS Quadros” que serve, hoje, mais de 50 mil beneficiários.

São cinquenta milhões de euros de faturação e lucros significativos todos os anos – que diminuíram em 2014 mas ainda assim existem, depois de muitas provisões efetuadas -, são 17.500 sócios e milhares de beneficiários, um centro de lazer no Porto Santo e um equipamento social em Alcabideche, bem como um terreno no Porto para fazer equipamento semelhante para os colegas do norte. A estrutura do poder de Diz assenta, além do sindicato, numa fundação que apoia os associados e numa outra, que estendia o apoio a terceiros e que, após anos em funcionamento, foi considerada nula por irregularidades formais. A segurança social portuguesa nunca a considerou nula e recebeu dela as contribuições que tinha que receber até 15 de setembro passado e a Fundação Social do Quadro Bancário – assim se chamava – construiu o empreendimento social de Alcabideche e o centro de lazer – hotel – do Porto Santo. Nos dois empreendimentos foram gastos 38 milhões de euros e nos dois casos estalou a polémica entre as três listas.

Num primeiro momento, alguns opositores, de forma anónima, acusam Diz de se ter apropriado dos fundo, vindo depois a recuar e a dizer que o que fez foi não respeitar a formalidade de manter os empreendimentos no sindicato. Afonso Diz afirma que o acusam de ser demasiadamente solidário e que não perceberam que, uma vez declarada nula a fundação o que está a fazer-se é trazer o património para o Sindicato, não tendo os sócios perdido qualquer valor. A questão fiscal ainda vai dar que falar.
Os pecados que se apontam ao presidente são diversos e alguns têm sentido. Eternizou-se no poder e não soube fazer a sua sucessão. Já não está em condições de saúde de gerir a casa e gere-a autocraticamente com a conivência dos que com ele estão. Tem três familiares na estrutura de funcionários, incluindo a mulher, e tem um salário de 12 mil euros brutos por mês. Diz responde que este é o seu último mandato e que era prática do sindicato – prática que o OJE confirmou – dar emprego a familiares e nos trabalhos adjudicados a terceiros.

As acusações valem o que valem e nada acrescentam àquilo que os bancários necessitam, salientou um associado numa recente conferência da USI: um sindicato que continue forte e independente e que lhes continue a assegurar o seu SAMS Quadros e as benesses que tantos outros gostariam de ter. Quanto a obra feita, apenas Afonso Diz tem provas dadas. “Quanto a programas e ideias, depois de bem vistas as coisas, o programa da lista liderada pelo atual presidente da direção é o que mais garantias oferece”, diz-nos um associado, enquanto outro contrapõe e afirma taxativamente que “já chega de serem sempre os mesmos a mandar. O sindicato não é dele”. Mas a ambição dos candidatos é muita e a desinformação é maior ainda. Afonso Diz, com os seus pecadilhos, defendeu-se como pôde. Os seus adversários atacaram como souberam. A ver vamos…

Por Vítor Norinha/OJE

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