CPLP diz que dia de eleições na Guiné-Bissau decorreu “sem surpresas” com votação pacífica e ordeira

O chefe da missão de observação eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) às presidenciais da Guiné-Bissau, Oldemiro Baloi, considerou este domingo que as eleições decorreram “sem surpresa” e de forma pacífica e ordeira.

“Sem surpresa, aliás, já se sabe que o povo guineense tem sido um povo consistente no que diz respeito à manifestação do seu desejo, depois as coisas acabam correndo mal, mas tendo o povo guineense feito a sua parte”, afirmou à Lusa Oldemiro Baloi.

O antigo chefe da diplomacia moçambicana falava enquanto assistia à contagem de votos em duas mesas da assembleia de voto localizada na Escola 22 de Setembro, em Bissau.

“Mais uma vez aconteceu uma votação pacífica, ordeira, os agentes eleitorais muito bem preparados, todos muito bem sintonizados”, sublinhou.

Para Oldemiro Baloi, algumas mesas de voto visitadas pela CPLP pareceram ter um “número de votantes algo inferior à primeira volta”, mas, disse, é preciso esperar pelos resultados finais.

“Mas não há duvidas nenhuma que o povo guineense é um povo maduro, sabe o que quer e como o manifestar e fê-lo de uma forma exemplar”, salientou.

Mais de 760.000 guineenses foram hoje chamados às urnas para escolherem o próximo Presidente da Guiné-Bissau entre Domingos Simões Pereira, candidato do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), e Umaro Sissoco Embaló, candidato do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15).

Os primeiros resultados deverão ser divulgados pela Comissão Nacional de Eleições na quarta-feira.

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