Eleições na Guiné-Bissau: Votação decorre de forma calma e mobilização dos eleitores é forte

Questionado sobre se havia dificuldades a assinalar, o chefe da missão de observação eleitoral da CEDEAO disse que não, o que é um “motivo de orgulho” para a organização e para a Guiné-Bissau.

O chefe da missão de observação eleitoral da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para as presidenciais na Guiné-Bissau afirmou hoje que a votação está a decorrer normalmente e que a mobilização de eleitores é “forte”.

A votação “decorre normalmente como da última vez”, afirmou Sumeylu Bubeye Maiga.

“Antes das 11:00 horas (mesma hora em Lisboa) já tínhamos perto de 50% de votantes, isto quer dizer que a sensibilização, mobilização das pessoas é forte”, disse o antigo primeiro-ministro do Mali.

Sumeylu Bubeye Maiga disse também que tudo está a decorrer de forma calma, o que “é bom sinal”, acreditando que se vai manter assim até ao final da votação.

As urnas encerram às 17:00.

“A legitimidade do próximo Presidente será forte para poder trabalhar e mobilizar todo o país para a resolução das necessidades do povo”, sublinhou.

Questionado sobre se havia dificuldades a assinalar, o chefe da missão de observação eleitoral da CEDEAO disse que não, o que é um “motivo de orgulho” para a organização e para a Guiné-Bissau, sublinhando que a consolidação da democracia e a criação de uma cultura democrática, através de um processo eleitoral regular, dão uma perspetiva de alternância pacífica a todos os atores políticos.

Mais de 760.000 guineenses são hoje chamados às urnas para escolherem o próximo Presidente da Guiné-Bissau entre Domingos Simões Pereira, candidato do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), e Umaro Sissoco Embaló, candidato do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15).

A CEDEAO está a mediar desde 2016 a crise política na Guiné-Bissau.

Desde 2012, que a organização tem destacada no país uma força de interposição, denominada Ecomib, para garantir a segurança das instituições e principais dirigentes do Estado.

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