Hamilton Mourão vai priorizar fortalecimento das relações luso-brasileiras

O vice-presidente brasileiro, general Hamilton Mourão, disse hoje em Lisboa que vai procurar contribuir, e priorizar, o “fortalecimento dos laços económico-comerciais” entre Brasil e Portugal, quando passar a senador a partir de 01 de janeiro de 2023.

O vice-presidente do Brasil, que está desde segunda-feira a realizar uma visita oficial de quatro dias a Portugal, falava à comunicação social no final de uma visita à sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Nesta deslocação, encontrou-se com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, com o primeiro-ministro, António Costa, e o presidente do parlamento, Augusto Santos Silva, além de se ter reunido com empresários portugueses e brasileiros.

”Em todas essas ocasiões procurei dar a minha contribuição para a tradição do intenso diálogo político entre nossos países e para o fortalecimento de nossos laços económicos-comerciais, tarefa que pretendo manter, prioritariamente, ao assumir minhas novas funções no senado federal em 2023”, afirmou Hamilton Mourão.

Depois de considerar que a sua visita a Portugal foi “extremamente proveitosa”, Hamilton Mourão disse esperar que a agenda bilateral, “já bastante positiva, possa se aprofundar ainda mais, refletindo não somente o potencial de crescimento dos nossos fluxos de comércio e de investimentos, mas também o intercâmbio cada vez maior entre nacionais de todos os países”.

Hamilton Mourão reconheceu ainda o “engajamento e apoio das autoridades portuguesas nas celebrações do bicentenário da independência do Brasil”.

A visita a Portugal visou “especialmente agradecer todo o relacionamento que nós tivemos e em particular, o apoio às comemorações do bicentenário, cujo ponto mais alto, vamos dizer, não foi a presença do Presidente Marcelo e do primeiro-ministro lá no Brasil, mas a autorização para o traslado temporário do coração do D. Pedro I nosso, e D. Pedro IV de Portugal”, disse.

Relativamente à CPLP, Hamilton Mourão sublinhou que a organização lusófona “sempre ocupará um lugar proeminente na política externa do Brasil”.

“Ao Brasil interessa trabalhar para identificar e aprofundar os pontos de convergência entre os Estados-membros e, assim, ampliar os projetos de atuação conjunta em benefícios dos nossos povos. Um bom exemplo nesse sentido foi a aprovação, no ano passado, do texto do acordo sobre a mobilidade, já em vigor para o Brasil. Recordo que a própria legislação migratória brasileira, a lei não criminalizadora confere tratamento prioritário para os nacionais dos países da CPLP, em linha com as disposições da nossa Constituição”, frisou.

O vice-presidente do Brasil salientou ter manifestado aos dirigentes políticos portugueses com quem se reuniu “a grande prioridade atribuída pelo Brasil à agenda do crescimento verde”.

Nesta “agenda do crescimento verde”, o Brasil procura “não apenas combater os ilícitos ambientais, mas articular uma estratégia integrada para preservar, proteger e desenvolver a Amazónia, o que vale também para os demais biomas brasileiros”, sustentou.

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