Heloísa Apolónia: “Redução da TSU é mecanismo para financiar patrões”

Esta quinta-feira, a deputada do PEV recordou a António Costa que assumiu compromisso de que não haveria redução da TSU e disse que o salário mínimo é “absolutamente irrisório”.

A deputada d’Os Verdes Heloísa Apolónia recomendou ao primeiro-ministro reler a posição conjunta assinada entre o partido ecologista e o PS sobre a redução da Taxa Social Única (TSU), durante o debate quinzenal na Assembleia da República.

“Vou pedir-lhe que quando sair deste debate se vá fixar na redação da posição conjunta assinada entre Os Verdes e o PS para que depois possamos continuar a conversar”, afirmou a deputada do PEV Heloísa Apolónia.

Quanto à proposta apresentada pelo Governo em concentração social sobre a redução da TSU em 1% e 557 euros para salário mínimo, Apolónia admitiu que o seu partido está “com um sério problema”, porque na posição conjunta que assinou com o PS assumiu o compromisso de que não haveria lugar a qualquer redução da TSU para as empresas.

“A redução da TSU é mecanismo para financiar os patrões e para fazer com que contratem a pagar não mais do que o salário mínimo”, criticou Heloísa Apolónia.

O diploma assinado a 10 de novembro de 2015 estabelece que “não constará do programa do governo qualquer redução da TSU das entidades empregadoras”.

Em resposta ao apelo de Heloísa Apolónia, o primeiro-ministro disse compreender a oposição do PEV em relação à proposta apresentada pelo Governo, ressalvando que ainda não existe nenhum acordo em concertação social e que, apesar de o Executivo reconhecer que é sempre melhor existir acordo, quem decide a fixação do salário mínimo é o Governo, segundo a lei.

“Não dependemos desse acordo”, disse António Costa. Na troca de palavras sobre o aumento do salário mínimo, Heloísa Apolónia insistiu no aumento para 600 euros, considerando que seria da “mais elementar justiça”. “É absolutamente irrisório o nosso salário mínimo nacional”, afirmou a deputada d’Os Verdes.

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