H&M diz ser cedo para saber se despedimentos afetam Portugal

“É muito cedo para dizer como e se afetará as funções centrais em Portugal”, disse fonte do grupo sueco, em resposta escrita à Lusa.

A H&M, que anunciou recentemente o corte de 1.500 empregos devido à aplicação do plano de redução de custos, disse hoje à Lusa que “é muito cedo” para dizer como e se a reestruturação afetará Portugal.

“É muito cedo para dizer como e se afetará as funções centrais em Portugal”, disse fonte do grupo sueco, em resposta escrita à Lusa.

A H&M anunciou, em 30 de novembro, que vai cortar 1.500 empregos devido à aplicação do plano de redução de custos, apresentado há dois meses, e ao aumento da eficiência, após a queda dos lucros ao encerrar o negócio na Rússia.

O programa, que visa poupar 2.000 milhões de coroas suecas (cerca de 183 milhões de euros) por ano a partir do segundo semestre de 2023, vai custar cerca de 800 milhões (73 milhões de euros) em custos de reestruturação, que serão contabilizados no quarto trimestre, refere a cadeia de moda sueca em comunicado, lembrando ainda que o corte de postos de trabalho se deve também ao fecho da sua operação na Rússia devido à invasão da Ucrânia.

“O programa de corte de custos e aumento da eficiência que iniciámos envolve a reestruturação da organização”, disse a presidente executiva da multinacional, Helena Helmersson.

E prosseguiu: “Estamos cientes de que alguns colegas serão afetados. Vamos apoiá-los na procura da melhor solução possível para o próximo passo”.

O grupo sueco, que conta com mais de 100.000 colaboradores, tem 4.664 lojas em 77 países e está também presente em 57 mercados ‘online’.

A H&M referiu ainda que a quebra dos lucros se deveu ao encerramento da atividade na Rússia devido à intervenção militar na Ucrânia, que lhe custou 2.104 milhões de coroas suecas (193 milhões de euros), e a fatores como o aumento do preço das matérias-primas, custos de energia, entregas e transporte, segundo o balanço financeiro divulgado há dois meses.

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