Hospitais da Grande Lisboa realizaram 71 partos na sexta-feira

Segundo a Administração Regional de Saúde, estes números “atestam o funcionamento” em rede das unidades do Serviço Nacional de Saúde.

Setenta e um partos foram realizados na sexta-feira na região de Lisboa, anunciou este sábado a Administração Regional de Saúde, sublinhando que estes números “atestam o funcionamento” em rede das unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Num período em que alguns hospitais terão de desviar a sua urgência externa de Obstetrícia e Ginecologia para outras unidades da Região por falta de médicos para assegurar a escala, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) refere que se mantém “em estreita” colaboração com os hospitais e o CODU/INEM para “garantir o normal funcionamento das urgências das maternidades da Região em segurança”.

Adianta que, entre as 20:00 de hoje e as 08:00 de domingo, os serviços de Urgência de Ginecologia/Obstetrícia do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, do Centro Hospitalar Barreiro-Montijo e do Hospital Garcia de Orta, em Almada, serão assegurados por outras unidades da rede, nomeadamente pelo Hospital Santa Maria e pela Maternidade Alfredo da Costa.

No caso do Hospital São Francisco Xavier, que faz parte do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, as utentes serão prioritariamente encaminhadas para o Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra).

Adicionalmente, mantém-se os já anunciados constrangimentos no atendimento das urgências de Ginecologia/Obstetrícia do Hospital Beatriz Ângelo (HBA), previstos até às 08:00 de segunda-feira.

Na Área Metropolitana de Lisboa asseguram ainda atendimento nesta valência os hospitais de Cascais e Vila Franca de Xira.

“Caso haja necessidade de encaminhar utentes, as equipas hospitalares articulam com o CODU/INEM, no sentido de identificar a unidade que naquele momento tem melhor capacidade de resposta”, salienta.

A ARSLVT refere que na sexta-feira foram realizados 71 partos nas maternidades dos 13 hospitais ou centros hospitalares que possuem essa valência, agradecendo “mais uma vez” aos profissionais de saúde que vão assegurar a prestação de cuidados pelo esforço adicional.

Apela ainda à compreensão dos utentes, lamentando o constrangimento que, apesar de todos os meios disponibilizados, refere que não foi possível ultrapassar.

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