Hospital Amadora-Sintra disponível para medidas adicionais ao Plano de Contigência de Inverno

A administração do Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) manifestou hoje disponibilidade para implementar medidas adicionais ao Plano de Contingência de Inverno, depois de os chefes e sub-chefes das equipas do Serviço de Urgência de Medicina terem apresentado a demissão.

Numa nota enviada à agência Lusa, o conselho de administração do Amadora-Sintra adianta que, após a apresentação da demissão das chefias de equipa dos Serviços de Urgência do hospital, “contactou de imediato” e reuniu-se com aqueles responsáveis, “mostrando-se disponível para encontrar e implementar medidas adicionais ao Plano de Contingência de Inverno, atualmente em vigor”.

Reconhecendo que “a maior procura do Serviço de Urgência ao longo das últimas semanas representa um desafio adicional para as equipas”, o conselho de administração do Hospital Fernando Fonseca salienta, contudo, que está em curso o alargamento dos horários de atendimento complementar nos cuidados de saúde primários dos concelhos de Amadora e de Sintra, “sendo expectável que contribua para diminuir a afluência ao Serviço de Urgência”.

Além disso, foi aumentado o espaço físico alocado ao Serviço de Urgência, “com reflexo na melhoria das condições de segurança e conforto para os utentes e profissionais, bem como a contratação de 83 camas no exterior”, é acrescentado.

Os chefes e subchefes das equipas do Serviço de Urgência de Medicina do Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) apresentaram hoje a demissão, por considerarem estar em causa a qualidade assistencial e a segurança dos utentes.

Numa carta dirigida à diretora clínica do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, com conhecimento da presidente do Conselho de Administração, os 44 médicos signatários afirmavam que o hospital “vive, uma vez mais, momentos de enorme dificuldade na nobre missão de prestar a melhor atividade assistencial à população que a ele recorre”.

“Depois de, com elevado esforço e sentido de dever, termos superado uma pandemia que exigiu a todas as instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS) o melhor dos seus profissionais, olhamos para o futuro com enorme preocupação e apreensão”, lê-se na carta divulgada pelo Sindicato Independente dos Médicos (SIM).

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