Hotelaria: outubro confirma trajetória ascendente com receitas a atingir 323,5 milhões de euros

Todas as regiões registaram aumentos nos proveitos, com maior evidência no Centro (+34,9% nos proveitos totais e +38,5% nos de aposento) e AM Lisboa (+26,8% e +31,5%, respetivamente).

Segundo o Instituto nacional de Estatísticas, em outubro de 2017, a hotelaria alojou 2,0 milhões de hóspedes que proporcionaram 5,4 milhões de dormidas (+8,7% e +6,4%, respetivamente), acelerando face a setembro (+8,0% e +5,3%, respetivamente). Entre janeiro e outubro os hóspedes aumentaram 8,6% e as dormidas 7,1%. As dormidas em hotéis (69,7% do total) apresentaram um crescimento de 7,6% e os apartamentos turísticos (8,1% do total de dormidas) evidenciaram um aumento de 8,1%. As restantes tipologias e respetivas categorias registaram evoluções maioritariamente positivas, destacando-se, entre as mais relevantes, os hotéis de três estrelas (+13,9%; quota de 15,9% no total).

As receitas totais atingiram 323,5 milhões de euros e os de aposento 234,8 milhões de euros (+18,6% e +22,5%,
respetivamente), continuando em aceleração (+17,8% e +18,9% no mês anterior, respetivamente). Todas as regiões registaram aumentos nos proveitos, com maior evidência no Centro (+34,9% nos proveitos totais e
+38,5% nos de aposento) e AM Lisboa (+26,8% e +31,5%, respetivamente).

Todas as regiões registaram aumentos nos proveitos, com maior evidência no Centro (+34,9% nos proveitos totais e
+38,5% nos de aposento) e AM Lisboa (+26,8% e +31,5%, respetivamente).

O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) foi 53,6 euros em outubro, que se traduziu num aumento de
20,4% (17,2% no mês anterior). Na AM Lisboa o RevPAR ascendeu a 96,6 euros, assinalando-se ainda a RA Madeira
(50,7 euros) e o Norte (47,8 euros). Destacaram-se os aumentos registados no Centro (+36,0%), AM Lisboa (+29,4%)
e Alentejo (+24,8%). A evolução do RevPAR foi globalmente positiva entre as diversas tipologias e respetivas categorias, salientando-se a evolução registada nos apartamentos turísticos (+25,0%), aldeamentos turísticos (+20,7%) e hotéis (+20,6%).

Mercado interno com o crescimento mais expressivo desde maio
Sobre o mercado interno, os números mostram que  acelerou para um crescimento de 5,9% (1,0% em setembro), contribuindo com 1,2 milhões de dormidas. Este nível de aumento não se verificava desde o expressivo crescimento em abril, impulsionado pelo efeito de calendário da Páscoa. Em outubro, houve um ligeiro abrandamento nos mercados externos, registando um crescimento de 6,5% (6,9% em setembro), atingindo 4,2 milhões de dormidas. Nos primeiros dez meses do ano, o mercado interno gerou 14,0 milhões de dormidas (+3,6%) e os mercados externos corresponderam a 37,6 milhões de dormidas (+8,5%).

 

Mercado britânico com redução. Polónia e EUA continuam a crescer
Em outubro último, o mercado britânico (22,9% do total das dormidas de não residentes) recuou 5,0% em outubro. Estes resultados poderão de alguma forma estar influenciados pelo cancelamento de alguns serviços de transporte aéreo entre o Reino
Unido e Faro. Entre janeiro e outubro este mercado cresceu 2,0%.

O mercado espanhol (7,0% do total) registou um ligeiro crescimento em outubro (+0,9%) e aumentou 1,1% nos primeiros dez meses do ano. Entre os principais países, sobressaíram os crescimentos apresentados em outubro pelos mercados polaco (59,4%), norte-americano (44,0%) e italiano (20,7%). Nos primeiros dez meses do ano, destacaram-se as evoluções nos
mercados brasileiro (39,9%), norte-americano (33,3%) e polaco (28,7%).

Já as dormidas de hóspedes alemães (quota de 15,5%) aumentaram 5,1%, sendo que nos primeiros dez meses do ano este
mercado cresceu 7,5%, e o mercado francês (8,8% do total) manteve a tendência decrescente (-0,9%) dos últimos meses, tendo recuado 0,3% desde o início do ano.

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