Houve 1.047 negócios avaliados acima dos 100 milhões de dólares concluídos em 2021

“A atividade global atingiu novos máximos, com 1.047 negócios avaliados acima dos 100 milhões de dólares concluídos em 2021”. Isto, diz a WTW, “representa um aumento significativo face ao ano anterior (674 negócios) e é o volume anual mais elevado desde que iniciámos a nossa análise, em 2008”.

O mercado mundial de fusões e aquisições foi forte em 2021 e assim permanece em 2022, segundo a Willis Towers Watson (WTW).

“Ao registarem o seu primeiro desempenho anual positivo em cinco anos, os dealmakers esperam que a atividade de M&A continue a aumentar em 2022 e que as questões ESG – Environmental (Ambiente), Social (Social) e Governance (Governança Corporativa) – dominem a agenda corporativa”, diz a WTW.

De acordo com as pesquisas mais recentes sobre os negócios de fusões e aquisições concluídos no Monitor de Desempenho Trimestral de Negócios (QDPM, na sigla original) da WTW, em 2021, e desde 2016: “Os dealmakers a nível global tiveram o primeiro ano inteiro de desempenho positivo em negócios de Fusões & Aquisições (M&A)”, refere o estudo.

Com base no desempenho de preços de ações, as empresas que estão a fazer negócios de M&A superaram o World Index em +1.4 pp (pontos percentuais), em média, refere a Willis Towers Watson.

Os dados obtidos, analisados em parceria com o Centro de Pesquisa de M&A na The Bayes Business School (antiga Cass), também revelaram que “a atividade global atingiu novos máximos, com 1.047 negócios avaliados acima dos 100 milhões de dólares concluídos em 2021”. Isto, diz a WTW, “representa um aumento significativo face ao ano anterior (674 negócios) e é o volume anual mais elevado desde que iniciámos a nossa análise, em 2008”.

O volume de negócios na América do Norte manteve-se consistentemente forte durante 2021, com os adquirentes a fecharem 614 negócios, quase o dobro dos 325 alcançados nos 12 meses anteriores, embora apenas tenham ultrapassado o índice regional por uma margem residual (+0,5 pp), refere a WTW.

Por sua vez, os dealmakers da região APAC (Ásia- Pacífico) registaram, durante todo o ano, o seu melhor desempenho desde 2016, ultrapassando o seu índice por +16,8 pp, apesar de terem fechado poucos negócios mais a nível regional face a 2020 (196 versus 173). O menor número de aquisições chinesas continuou a deprimir os níveis de volume.

Os compradores europeus superaram o índice regional, ao demonstrarem um desempenho positivo de +3.9 pp e 199 negócios fechados em 2021, mais um quarto do que os 155 dos 12 meses anteriores. Já os adquirentes britânicos têm ultrapassado constantemente o FTSE All-Share Index nos últimos cinco anos, registando um desempenho positivo de +5,7 pp no último ano.

Todas as análises aqui são realizadas a partir da perspetiva do comprador. O desempenho do preço das ações no âmbito do estudo trimestral é medido como uma variação percentual no preço das ações desde seis meses antes da data do anúncio até ao final do trimestre, diz a WTW.

A WTW diz ainda que “todas as transações em que o adquirente possuía menos de 50% das ações do alvo após a aquisição foram removidas, pelo que nenhuma compra minoritária foi considerada”.

“Todas as transações em que o adquirente detinha mais de 50% das ações do alvo antes da aquisição foram removidas, pelo que não foram consideradas as compras remanescentes”, explica a WTW.

Nesta pesquisa só estão incluídos negócios de M&A concluídos com um valor de pelo menos 100 milhões de dólares e que satisfaçam os critérios do estudo, usando para isto os dados provenientes da Refinitiv.

Crispin Stilwell, Head of M&A Consulting para Portugal na WTW, afirmou em comunicado, que acredita que atividade de fusões e aquisições em 2022 atingirá o pico, numa trajetória iniciada em 2015. “Embora os negócios permaneçam vulneráveis a desafios crescentes. As avaliações elevadas, a complexidade dos negócios, a competição por ativos de elevada qualidade e a rutura da cadeia de fornecimento impulsionada pela pandemia continuarão a ter consequências para os dealmakers”, diz Stilwell.

“A velocidade nos negócios, a preparação e, muito importante, uma due diligence de qualidade serão essenciais para que as expectativas dos dealmakers se cumpram”, acrescenta.

Também Gabe Langerak, Head of M&A Consulting for Western Europe da WTW, concorda que “o boom de M&A em 2021 parece estar para continuar, impulsionado pelos investimentos de capital abundante, os mercados de ações fortes, a dívida barata e as empresas sob pressão para tornar os seus negócios mais ecológicos através da procura de alvos com as credenciais climáticas certas”.

Os dados de M&A da região norte-americana também realçam o impacto que as avaliações de ativos historicamente elevadas, impulsionadas pela concorrência e pela crescente complexidade, podem ter no desempenho das transações. “A questão é se os preços que estão a ser pagos agora continuarão a fazer sentido ao longo do tempo”, refere Gabe Langerak.

 

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