Houve menos insolvências este ano do que em 2017 e 2018, mas constituição de novas empresas está em queda acentuada

Segundo a Crédito y Caución, até novembro de 2020, as insolvências aumentaram 2,2% face ao período homólogo, mas o número permaneceu abaixo do registado em 2017 e em 2018. Já a constituição de novas empresas este ano está cerca de 25% abaixo do que foi registado em 2019.

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Até novembro de 2020, registaram-se em Portugal 4.695 insolvências em Portugal. Face ao período homólogo, trata-se de um aumento de 2,2%. No entanto, este número fica abaixo do número de insolvências registas por comparação com igual período de 2017 e de 2018 — anos em que não houve restrições à atividade económico.

Segundo um comunicado da Crédito y Caución, em 2017 houve 5.787 insolvências, enquanto no ano seguinte estas desceram para 5.398.

Foi em Lisboa e no Porto que ocorreram o maior número de insolvências este ano, com 948 e 1.206, respetivamente. Na capital, os números de 2020 estão 2,2% acima do registado no ano passado, enquanto no Porto, o crescimento do número de insolvências foi de 8,5%.

Por setores, o setor das telecomunicações registou 33% das insolvências totais, seguindo-se a hotelaria e restauração, com 18,8%. Em sentido contrário, na construção, obras públicas, indústria transformadora e no comércio a retalho o número de insolvências diminuiu face a 2019.

Já a constituição de novas empresas estão em queda acentuada. Nos primeiros onze meses do ano, foram criadas 34.629 novas empresas, o que se traduz num decréscimo de 24,6% face ao período homólogo. Só no mês de novembro, foram constituídas 2.841 novas empresas, o que corresponde a uma diminuição homóloga de 21,2%.

Em Lisboa e no Porto, no acumulado do ano, a constituição de novas empresas caiu 29,6% e 26,2%, respetivamente.

 

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