Huawei abraça inteligência artificial

Marca adiciona funcionalidades de inteligência artificial aos telemóveis, permitindo maior capacidade de processamento e poupança de energia.

A inteligência artificial (IA) é a nova grande aposta da Huawei para conquistar o competitivo mercado das tecnologias. A empresa tem vindo a trabalhar com grandes players mundiais para perceber como a IA nos pode ajudar no dia a dia, realçando o nosso verdadeiro potencial criativo.

Um estudo apresentado pela Huawei esta segunda-feira, em Londres, revela que por dia tomamos cerca de 35.000 decisões, sendo que apenas 0,26% são feitas de forma consciente. Ou seja, só 92 das nossas decisões são realmente processadas pelo nosso cérebro. A preponderância do chamado “piloto automático” nas nossas ações é assustadora, mas é aí que reside a essência da inteligência artificial.

Andrew Garrihy, chief marketing officer (CMO) da Huawei na Europa Ocidental, explica ao Jornal Económico que, tal como a inteligência humana, que toma decisões sem muitas vezes se dar conta, também a IA pode atuar nos bastidores para simplificar a vida dos consumidores. E não só o pode fazer, como a Huawei já está a trabalhar para que ela nos possa tornar “a melhor versão de nós próprios”.

“A tecnologia está a avançar tão rápido que não estamos a tirar total partido dela. Mas a IA, no background – da mesma forma que atua o cérebro humano –, pode ajudar-nos a lidar com toda a informação a que temos acesso atualmente”, diz Garrihy. “Nós nem damos conta, mas a IA está lá para nos ajudar”.

Exemplo disso é o último smartphone lançado em Portugal, o Huawei Mate 10 Pro. Dotado de uma unidade de processamento neural, o Kirin 970, o topo de gama da marca adiciona funcionalidades de inteligência artificial aos dispositivos móveis, permitindo uma maior capacidade de processamento e um menor consumo energético.

No caso do Huawei Mate 10 Pro, a IA reflete-se sobretudo ao nível das fotografias. Basta apontar a câmara e o telemóvel rapidamente identifica o cenário que pretendemos fotografar e ajusta a imagem para obter o melhor resultado possível. A IA vai também permitir fazer uma gestão inteligente das diferentes aplicações em função das preferências dos utilizadores, dando primazia às mais utilizadas e otimizando o desempenho do smartphone.

“A nossa versão da IA vai mais além. A maioria dos dispositivos móveis precisam de recorrer à cloud para fazer os devidos ajustamentos na definição das fotografias, por exemplo. Com este novo modelo da Huawei isso já não acontece e as nossas fotos pessoais estão muito mais seguras”, explica. “Isto porque a tecnologia do Huawei Mate 10 Pro combina o chipset, o dispositivo e a cloud, permitindo-nos fazer mais e melhor com o nosso smartphone”.
Embora tenha chegado à Europa com um custo superior (mais 80 euros do que a média), as pré-vendas do novo topo de gama da marca superaram em três vezes as do seu antecessor, em período idêntico. O êxito do “primeiro verdadeiro smartphone com IA”, como foi descrito pela marca em ataque à concorrência, já está a ditar os próximos avanços.

A empresa investiu durante o ano passado perto de 11 mil milhões de euros em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, mais 28,2% que no ano anterior, e a expectativa é de que o investimento nesta área venha a aumentar. Neste momento, a Huawei tem em todo o mundo 79.000 trabalhadores, nos 15 centros de pesquisa da marca, exclusivamente dedicados a estudar e a desenvolver os futuros modelos de smartphones que, segundo Andrew Garrihy, devem aprofundar a inteligência artificial ao mais alto nível. O CMO da empresa na Europa Ocidental sublinha que estes terão sempre que ter em conta as preferências dos consumidores: “Quando os consumidores descobrem e usam os nossos produtos, tornam-se os nossos melhores embaixadores”.

Em termos de reconhecimento da marca fora da China, registou-se um aumento exponencial, na ordem dos 330%, nos últimos seis anos. A Huawei cresceu muito rapidamente para se juntar à Apple e à Samsung como uma das marcas de smartphones mais vendidas em todo o mundo. Dados da empresa de análise do mercado Canalys mostram que, no terceiro trimestre do ano, a Huawei foi a terceira marca mais vendida em todo o mundo. Ao todo, foram comercializados cerca de 39,1 milhões de smartphones da empresa chinesa, tendo-se registado um crescimento na ordem dos 17%.

* A jornalista viajou a convite da marca

Recomendadas

Prémio “João Vasconcelos – Empreendedor do ano 2022” atribuído aos fundadores da Coverflex

O prémio de “Empreendedor do Ano” foi entregue pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e por Bernardo Correia, ‘country manager’ da Google Portugal, entidade parceira desta edição.

Empresa aeronáutica prevê 6 milhões para começar a produzir aviões em Cabo Verde

“Venho elaborando este projeto já há dois anos, criei a empresa Aeronáutica Checo-Cabo-verdiana, empresa que irá produzir os aviões da Orlican e Air Craft Industries em Cabo Verde”, afirma Mónica Sofia Duarte.

BPI e FCT financiam 20 projetos e nove ideias para o desenvolvimento sustentável no Interior

A edição de 2022 do Programa Promove, uma iniciativa da Fundação “la Caixa”, em colaboração com o BPI e em parceria com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), concedeu apoios a fundo perdido de perto de 3,6 milhões a um total de 20 projetos e nove ideias destinados a impulsionar o desenvolvimento sustentável de regiões do interior de Portugal.
Comentários