Huawei nega influência do Governo chinês e acusa “Wall Street Journal” de “informações falsas”

De acordo com o jornal, a empresa beneficiou de 75 mil milhões de dólares em apoios estatais chineses. A maior parte do apoio, em torno de 46 mil milhões de dólares, foi concedida em empréstimos, linhas de crédito e outras assistências por entidades estatais.

Huawei P8

A Huawei acusou o “Wall Street Journal” de publicar “informações falsas” depois de ter sido noticiado que o Governo chinês promoveu a ascensão global da gigante tecnológica com apoios na ordem dos 75 mil milhões de dólares (68 mil milhões de euros) em isenções fiscais, financiamento direto e recursos a baixo preço.

No artigo, publicado a 25 de dezembro, e com o título “Apoios Estatais Ajudaram a Impulsionar a Ascensão Global da Huawei”, são listadas quatro maneiras distintas através das quais o estado chinês ajudou a Huawei no seu crescimento explosivo para se tornar na maior empresa de equipamentos de telecomunicações do mundo, fabricando smartphones e competindo para construir as redes 5G em todo o mundo.

De acordo com a publicação norte-americana, a empresa beneficiou de 46 mil milhões de dólares em empréstimos, linhas de crédito e outros financiamentos de credores estatais, 25 mil milhões de dólares em incentivos fiscais para empresas de tecnologia, dois mil milhões em descontos na compra de terrenos e 1,6 mil milhões em doações.

Num comunicado publicado no Twitter, a Huawei negou todas as alegações e afirmou que o “Wall Street Journal” se baseou em “informações falsas” para reportar, apontando um padrão de reportagem “falso” da empresa. Apesar de negar, a Huawei não especificou que informações alegava serem falsas, nem forneceu detalhes para fundamentar o argumento de que a publicação está a trabalhar contra a empresa.

A Huawei fez saber através de um comunicado enviado ao WSJ que recebeu apoios “pequenos e não materiais” à investigação e que isso não é incomum, observando que grande parte das ajudas, por exemplo, através de isenções fiscais destinadas ao setor tecnológico, estava disponível a outras empresas.

O status da Huawei como uma das empresas chinesas mais visíveis e o seu relacionamento com o governo chinês afetaram o seu papel no cenário mundial.

Em maio de 2019, a empresa foi colocada numa lista negra do governo dos EUA, proibindo a maioria das empresas de fazer negócios por causa de questões de segurança nacional. As preocupações são baseadas no receio de que a Huawei consiga aceder a dados de rede do governo norte-americano a partir da rede 5G.

Internamente, a CFO da Huawei, Meng Wanzhou, também filha do CEO Ren Zhengfei, passou o ano de 2019 em prisão domiciliária no Canadá, onde foi detida em dezembro de 2018 a pedido das autoridades dos EUA.

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