Hugo Lourenço, da Capgemini Portugal, chairman da conferência ScrumDay Portugal: Capgemini quer aumentar a competitividade em Portugal

O ScrumDay Portugal reúne 500 participantes esta quinta-feira em Lisboa. O objetivo desta organização da Capgemini é acompanhar as tendências, as evoluções tecnológicas e combinam ambas, com o propósito de aumentar a competitividade e a inovação diz, em entrevista ao OJE, Hugo Lourenço, executive manager de Financial Services da Capgemini Portugal e chairman da conferência. […]


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O ScrumDay Portugal reúne 500 participantes esta quinta-feira em Lisboa. O objetivo desta organização da Capgemini é acompanhar as tendências, as evoluções tecnológicas e combinam ambas, com o propósito de aumentar a competitividade e a inovação diz, em entrevista ao OJE, Hugo Lourenço, executive manager de Financial Services da Capgemini Portugal e chairman da conferência.

O que representa para Portugal a realização do Scrumday?
A organização do Scrumday Portugal 2015 espera ter cerca de 500 pessoas a debater e analisar os processos de inovação, como melhorar a criatividade e aumentar os padrões de qualidade e sucesso para assimilar e melhorar a aprendizagem das práticas Agile.
O reconhecimento e a valorização das empresas, do seu sucesso, e da inovação, são fundamentais para o crescimento e permanência das nossas empresas no mercado nacional e, principalmente, nos mercados internacionais. Conseguirmos acompanhar as tendências, as evoluções tecnológicas e, obviamente, combinarmos ambas, serve o propósito de aumentar a competitividade e a inovação; o nosso objetivo para esta edição do Scrumday Portugal.

Quais são os temas centrais do Scrumday em Lisboa?
Os oradores irão explicar como a evolução da área de sistemas de informação tem influenciado o surgimento de metodologias, bem como das práticas agile. Desenvolver software não é uma tarefa simples. Existem inúmeras variáveis que influenciam a forma como uma aplicação será construída, a que se somam as pressões constantes dos prazos de entrega e o cumprimento do budget.

Como nascem, o que são e para que servem as práticas Agile, em particular o Scrum?
A gestão de projetos, enquanto metodologia, foi desenvolvida, e tem vindo a evoluir, a partir de diferentes áreas que incluem projetos militares, a construção civil, engenharia mecânica, etc. Jeff Sutherland, juntamente com Ken Schwaber, são dados como os criadores da prática Agile Scrum. Jeff tinha uma carreira militar, como piloto Top Gun, no Vietname e é habitualmente referido que o desenvolvimento do Scrum foi influenciado por uma reunião, na qual Jeff participou, e que deu origem à criação do “Agile Manifesto”, documento que reúne os princípios e práticas desta metodologia de desenvolvimento.
O manifesto contém quatro valores fundamentais, transversais a qualquer metodologia: Os indivíduos e as suas interações acima de procedimentos; O funcionamento do software acima de documentação abrangente; A colaboração dos clientes acima da negociação de contratos; A capacidade de resposta a mudanças acima de um plano pré-estabelecido.

O tecido empresarial português está a tirar partido das metodologias Agile e Scrum?
Em particular no norte de Portugal a mentalidade está a mudar a uma velocidade estonteante impulsionada pela necessidade das startups realinharem os seus projetos e entregas a clientes estrangeiros. Muitos têm optado pelo coaching para aumentar essa competitividade e o sucesso está à vista.

Qual o papel das metodologias Agile e Scrum no novo paradigma da Economia Digital que está a mudar a forma de trabalhar em todo o mundo?
O agile é um trabalho de equipa, não de ferramentas, realizado por profissionais espalhados por todo o mundo que partilham experiências. O projeto follow-the-sun é um bom exemplo em como em 24h podemos apresentar um protótipo a um cliente e tomar decisões. A Capgemini tem liderado imensos projetos desta natureza na Bayer, Disney, Cisco, entre outros, onde a forma como introduzimos as práticas ágeis têm sido um sucesso. Os projetos de transformação estão cada vez mais no nosso foco na perspetiva de ajudar os clientes não tanto na eficácia mas sim na sua eficiência.

Por que devem estar as empresas atentas a esta tendência e à importância de fazer um uso inteligente e competitivo das TI?
Os mercados estão cada vez mais agressivos. As oportunidades são poucas e de curta duração, por isso já não se pode consumir meses de planeamento e de execução para concluir que afinal não era bem o que se pretendia com o projeto. Esta é a vantagem que está a tornar as empresas portuguesas mais competitivas, nomeadamente na indústria e em especial na de software.

A propósito do Scrumday, estão em Portugal importantes atores mundiais especialistas em práticas Agile. Quais poderão ser os resultados desta presença?
Precisamos de liderança para este processo de transformação e por isso criámos este evento. A Capgemini iniciou este processo há alguns anos com projetos internacionais e agora reforça a sua posição em Portugal. Corey Glickman, Global Lead of Rapid Design & Visualization, na Capgemini dos EUA, vem precisamente apresentar alguns exemplos de projetos realizados na Bayer, na Coca-cola, na Disney, na Cisco e como a IOT possui uma ligação direta com as práticas Agile. Se se concretizarem em oportunidades reais, tanto melhor!

Mafalda Simões Monteiro/OJE

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