Hugo Soares diz que primeiro-ministro não tem “mão no Governo” desde a saída de Passos Coelho

O líder parlamentar do PSD vai revelar até ao natal se apoia Santana Lopes ou Rui Rio. Em entrevista à Antena 1, Hugo Soares diz não ter dúvidas sobre o que considera ser o “atual desnorte do Governo”.

O líder parlamentar do PSD não tem dúvidas sobre o que considera ser o “atual desnorte do Governo” e a  “sucessão de trapalhadas”. Em entrevista à Antena 1, Hugo Soares diz que foi a não recandidatura de Pedro Passos Coelho (PPC) que provocou essa “desfocagem e inabilidade, que não era expectável de um primeiro-ministro que está sem mão no Governo, porque ele sente o esgotamento deste governo”.

Para Soares, o que unia esta solução política era Passos Coelho “que eles não queriam que governasse”e  o governo começou a perder o norte, quando soube que  ele não era recandidato à liderança do partido social-democrata.

Na entrevista à rádio pública, o líder parlamentar do PSD há cerca de 5 meses  considera ainda “era o que estava melhor preparado, entre 86 deputados . “Não tenho dúvidas nenhumas sobre isso”, reitera o político de 34 anos, Hugo Soares.

Sobre o PSD, Hugo Soares considera ser essencial para o partido que o Governo cumpra a Legislatura. Porque é preciso dar tempo ao novo líder e aconselha os  candidatos à liderança: “nenhum deles deve ter essa tentação” porque, além se ser bom para o país e para a economia, “é essencial para o PSD”.

Até ao Natal, o social-democrata vai divulgar quem vai apoiar na corrida à liderança interna do PSD e diz ter sido com tristeza que viu Pedro Passos Coelho deixar a liderança do partido.

“Não era inevitável que ele saísse porque tinha as condições políticas para continuar (…) Ele tinha o apoio unânime da Comissão Política Permanente e Nacional, teria certamente o apoio do Conselho Nacional e da esmagadora maioria dos militantes do PSD”, declara Hugo Soares convencido que quando Passos Coelho “entender, mantém um capital político que pode fazer ainda muita falta ao país”.

O líder parlamentar do PSD não poupa críticas às “muito más escolhas de candidatos autárquicos” do PSD. Quanto ao PS, ironiza, o partido “comeu o eleitorado à sua esquerda”. Hugo Soares vai mais longe e diz que Lisboa e Porto “foram muito más as escolhas”.

A  eleição de Mário Centeno para a presidência do Eurogrupo foi outros  dos temas em análise na entrevista conduzida por a Maria Flor Pedroso, com Hugo Soares a considerar que  “Mário Centeno será um porta-voz, não vai mudar coisa nenhuma, não vai para lá bater o pé a ninguém porque já não o fez na questão do BANIF e não tem hipótese”.

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