Iberinform diz que 17% das metalúrgicas de base encontram-se em risco de incumprimento

A filial da Crédito y Caución conclui que 17% das empresas metalúrgicas de base apresentam um nível máximo ou elevado de incumprimento.

A Iberinform, filial da Crédito y Caución, revela que 17% das metalúrgicas de base encontram-se em risco de máximo de incumprimento e que dos cinco distritos líderes do setor, Lisboa é o que apresenta a maior deterioração do risco de crédito.

Os dados são do Insight View, e dão conta que “o futuro imediato do setor está marcado pela automação de processos, implementação de tecnologias modernas e a sustentabilidade”.

Ainda segundo o Insight View, estas empresas estão concentradas com maior expressão nos grandes centros urbanos, sendo no Porto 22%; em Braga 19%; em Aveiro 17%; em Lisboa 14% e Setúbal 7%. “Dos cinco distritos líderes do setor, Lisboa é o que apresenta a maior deterioração do risco de crédito, 24% das metalúrgicas de base da capital encontram-se num nível máximo ou elevado de incumprimento”, diz a Iberinform que acrescenta que seguem-se Aveiro (18%), Porto (16%), Braga (11%) e Setúbal (6%).

As empresas metalúrgicas de base que foram constituídas na última década contabilizam 39% do seu total. A filial da Crédito y Caución diz que a antiguidade é um fator relevante no risco de crédito. Pois, das empresas que foram constituídas nos últimos 10 anos, 33% encontram-se num nível máximo ou elevado de incumprimento. Este número cai significativamente para 8% nas empresas entre 11 e 25 anos, e para 7% nas empresas com mais de 25 anos.

Relativamente à dimensão das empresas, a vasta maioria são micro e pequenas empresas, que totalizam 81% das empresas do setor. As restantes dividem-se por empresas médias (13%) e de grande dimensão (6%).

No sector, quanto maior a dimensão da empresa, menor a sua probabilidade de incumprimento, conclui o estudo que reforça que as microempresas têm níveis de risco de crédito mais elevados do que o resto do tecido produtivo. “Registam-se valores médios entre as pequenas e médias empresas e valores quase nulos entre as grandes empresas”, diz a Crédito y Caución.

Na evolução da tesouraria, os prazos médios de pagamentos a fornecedores aumentaram de 65 para 72 dias no último exercício financeiro, no entanto os prazos médios de recebimentos de clientes diminuíram de 72 para 71 dias, revela o estudo.

“Estes números demonstram que as metalúrgicas de base neste momento conseguem financiar-se com o dinheiro dos seus clientes, já que recebem antes de pagar aos seus fornecedores. Por conseguinte, houve um aumento de exposição de risco por parte dos fornecedores e um decréscimo da exposição por parte das empresas perante os seus clientes”, conclui a análise.

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