IEFP reporta mais 36,8% de desempregados em fevereiro face há um ano

O aumento no número de desempregados registados nos centros de emprego nacionais é transversal a todos os sectores, regiões geográficas e grupos de trabalhadores, com destaque para os que procuram o primeiro emprego.

O Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP) registou mais 36,8% no final de fevereiro do que em igual período do ano anterior, mostram as estatísticas divulgadas esta segunda-feira pelo órgão, que reporta ainda menos 15,2% de ofertas de emprego em termos homólogos.

Verificavam-se, no final do mês passado, 431.843 desempregados registados nos centros de emprego, um aumento de 116.281 em relação a fevereiro de 2020. Este número resulta dos 606.540 pedidos de emprego recebidos pelos centros, o que também significa uma subida de 30,3% neste indicador.

Também as ofertas de emprego caíram, passando para as 11.714 no final do mês, uma diminuição de 2.105, ou 15,2%, em termos homólogos.

O aumento é transversal a todos os grupos analisados, destacando-se os adultos com 25 ou mais anos e os desempregados à procura do primeiro emprego. Numa análise regional, a variação foi mais pronunciada no Algarve, com mais 74,4% de desempregados registados, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo, com mais 52,9%, e a Região Autónoma da Madeira, com 30,4%.

O grupo onde se registou um maior aumento homólogo dos desempregados foi o dos “Trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção segurança e vendedores”, onde há agora mais 55,4% de desempregados registados do que há um ano. Seguem-se “Operadores de instalações e máquinas e trabalhos de montagem (+44,1%) e “Representantes do poder legislativo, órgãos executivos, dirigentes, diretores e gestores sociais” (+38,3%).

Por outro lado, são os “Trabalhadores não qualificados” que representam a fatia mais significativa do desemprego registado nos centros IEFP, com 25,1%. A fechar o top 3 encontram-se “Trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção segurança e vendedores” (23,2%) e “Pessoal Administrativo” (11,5%).

Em termos homólogos, os três sectores de atividade em Portugal mostraram aumentos da população desempregada, sendo o dos serviços o mais penalizado, com mais 43,7%. Neste, são as atividades de “Alojamento, restauração e similares” que mais viram aumentar o desemprego, com um acréscimo de 70,6%.

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