IGCP coloca 1,5 mil milhões à taxa mais baixa de sempre

O IGCP anunciou a colocação de dívida na ordem dos 1500 milhões de euros. As taxas são as mais baixas de sempre, segundo os analistas.


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A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) anunciou a colocação de dívida na ordem dos 1500 milhões de euros, no âmbito de dois leilões realizados esta manhã. As taxas são as mais baixas de sempre, segundo os analistas.

Um dos leilões da linha de bilhetes do tesouro com maturidade em maio de 2016 permitiu a colocação de 400 milhões de euros. Um segundo leilão com maturidade em novembro de 2016 colocou 1100 milhões de euros, avança o IGCP.


BT a 6 meses (com maturidade a 20 de Maio de 2016)
Taxa: negativa de 0,018% (compara com a taxa negativa de 0,006% do leilão de setembro de 2015)
Montante emitido: 400 milhões de euros
Procura: 2,72 vezes a oferta

BT  a 12 meses (com maturidade a 18 de Novembro de 2016)
Taxa: negativa  de 0,006% (compara com taxa de +0,051% da última emissão a 12 meses)
Montante emitido: 1.100 milhões de euros
Procura:2,18 vezes a oferta

Fonte: Banco Carregosa


Filipe Silva, diretor da Gestão de Ativos do Banco Carregosa, assinala que “nestes leilões Portugal atingiu níveis recorde para a sua dívida. As taxas são as mais baixas de sempre, o que é uma excelente notícia para a descida do custo médio do endividamento do país”.

O responsável acrescenta que “mais uma vez a instabilidade política em torno da criação do próximo Governo não teve qualquer impacto. Estas taxas, mas também as do longo prazo, estão em linha com a evolução da curva da dívida soberana europeia”.

Filipe Silva acrescenta que “as taxas na Alemanha também desceram”. De volta a Portugal, “na dívida a 10 anos, nossa diferença face às taxas alemãs é de 2% (200 basis points): Portugal está a pagar 2,51% pela dívida a 10 anos e a Alemanha tem uma taxa negativa em redor do 0,5%. Neste leilão o montante inicial que o Estado previa recolher do mercado era de até 1250 milhões de euros e colocou 1500 milhões de euros, um pouco acima. A procura demonstra que o interesse dos investidores se mantém e aliás, este leilão demorou pouquíssimos minutos. Acredito até que já estivesse tudo colocado”.

Por seu lado, Pedro Ricardo Santos, gestor da XTB Portugal, “como era expectável, o leilão de dívida a 6 e 12 meses revelou-se um bom negócio para o Tesouro português”.

O analista acrescenta que “As baixas taxas de juro patrocinadas pela intervenção do Banco Central Europeu permitem ao Estado português renovar a dívida com taxas de juro mais baixas”, acrescenta o analista.

A operação desta quarta-feira “colocou no mercado 1500 milhões de euros, com taxas de juros inferiores ao leilão anterior, mostrando que a actual crise política interna não é suficiente para inverter a tendência descendente das taxas de curto prazo”.

OJE

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