IL acusa Costa de não perder uma oportunidade de “fazer propaganda”

Numa reação em vídeo, João Cotrim Figueiredo afirmou que se tratou de “uma mensagem muito triste, sem esperança, sem uma ideia de futuro”.

Manuel de Almeida/Lusa

O presidente da Iniciativa Liberal considerou hoje que a mensagem de Natal do primeiro-ministro foi uma mensagem “sem esperança, sem uma ideia de futuro” e acusou António Costa de não perder “uma oportunidade de fazer propaganda”.

Numa reação em vídeo, João Cotrim Figueiredo afirmou que se tratou de “uma mensagem muito triste, sem esperança, sem uma ideia de futuro”.

“Um pouco como este Governo já nos habituou”, disse.

Apontando que “próprio primeiro-ministro, no final, reconhece que esta época pré-eleitoral não é uma boa altura para fazer mensagens de Natal, aproveitando o facto de estar a ocupar o cargo de primeiro-ministro”, o líder da Iniciativa Liberal assinalou que “o Presidente da República, no ano passado, cancelou a sua mensagem de Ano Novo exatamente porque estava próximo das presidenciais”.

“Mas já se sabe, António Costa não perde uma oportunidade de fazer propaganda e, neste caso, uma propaganda, repito, muito triste e sem qualquer ideia de futuro”, criticou.

O deputado afirmou também que “esta mensagem do primeiro-ministro não tem muito que comentar porque não foi bem mensagem de Natal, foi um comentário à gestão da pandemia”.

Na sua tradicional mensagem de Natal, que disse ser este ano mais contida do ponto de vista político por se estar em período pré-eleitoral, o primeiro-ministro salientou hoje que a guerra contra a covid-19 ainda não acabou, considerou que é fundamental prosseguir o reforço vacinal em Portugal e elogiou o trabalho “inexcedível” dos profissionais de saúde e a resposta do SNS.

Na sua sétima mensagem de Natal desde que exerce as funções de primeiro-ministro, António Costa fez um rasgado elogio à forma como os profissionais de saúde têm estado empenhados no combate à covid-19.

A seguir, deixou avisos em relação à evolução da pandemia nos próximos meses.

“A vacina provou ser a arma mais eficaz no combate à pandemia, uma extraordinária vitória da ciência, mas a guerra ainda não acabou. Como sabemos, há milhões de seres humanos em todo o mundo que ainda não tiveram acesso à vacina e, enquanto assim for, o vírus continuará ativo e persistirá o risco de se transformar em novas variantes”, advertiu.

Por isso, para o líder do executivo, “é fundamental acelerar a vacinação à escala global e prosseguir o reforço vacinal em Portugal”.

 

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