Impacto da greve da função pública começa a sentir-se esta noite, antecipa Frente Comum

Os efeitos da greve nacional da administração pública marcada para sexta-feira começam a sentir-se já esta noite na recolha do lixo e nos hospitais, antecipa a Frente Comum de Sindicatos, que convocou a paralisação.

Cristina Bernardo

A greve foi convocada para dia 18, a uma semana da votação final global da proposta de Orçamento do Estado para 2023 (OE2023), que prevê aumentos salariais de um mínimo de cerca de 52 euros ou de 2% para a administração pública no próximo ano.

Segundo disse à Lusa o coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana, os efeitos da greve vão começar a sentir-se ao final do dia de hoje em áreas “como a recolha de resíduos sólidos e nos hospitais”, uma vez que a greve começa no início dos turnos destes trabalhadores.

Na sexta-feira, a paralisação vai afetar serviços da educação, saúde, finanças, segurança social e autarquias, mas também áreas com menor visibilidade por não terem atendimento ao público, como “centros de processamento, serviços centrais ou o centro nacional de pensões, disse o sindicalista.

“Vai haver com certeza escolas encerradas em todo o país e perturbações nas consultas nos hospitais” na sexta-feira, afirmou Sebastião Santana, realçando que os pré-avisos de greve são entregues com 10 dias da antecedência para garantir em determinados serviços um menor impacto para a população.

A Frente Comum espera “uma grande adesão” à greve perante o “descontentamento” face às negociações com o Governo sobre os aumentos salariais para 2023.

“O Governo entrou nas negociações com um aumento de massa salarial em 5,1% e um aumento médio das remunerações de 3,6% e anda dois meses a dizer que negoceia para acabar com os mesmos montantes com que começou, portanto, não resolve problema nenhum”, acusou o líder sindical.

Sebastião Santana disse que praticamente todas as 30 estruturas da Frente Comum entregaram pré-avisos de greve para sexta-feira, realçando no entanto que “todos os trabalhadores da administração pública, sindicalizados ou não, podem aderir” ao protesto.

Entre as estruturas da Frente Comum que emitiram pré-avisos de greve estão a Federação Nacional de Sindicatos dos Trabalhadores da Administração Pública, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL).

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