Impresa passa de lucros a prejuízos em semestre afetado por ataque informático

A Impresa registou um resultado líquido negativo de 2,2 milhões de euros no primeiro semestre o que  representando um decréscimo face aos 3,3 milhões de euros de resultado líquido positivo no período homólogo de 2021.

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A Impresa registou um resultado líquido negativo de 2,2 milhões de euros no primeiro semestre o que  representando um decréscimo face aos 3,3 milhões de euros de resultado líquido positivo no período homólogo de 2021.

O grupo de media dono do Expresso e da SIC relata que o EBITDA atingiu 4,2  milhões no semestre marcado pelo ataque informático ao grupo Impresa, pela guerra na Ucrânia e pelo impacto das pressões inflacionistas. O que o se traduz uma redução de 61,7% face ao primeiro semestre de 2021.

A dívida líquida diminuiu 14 milhões face ao primeiro semestre de 2021, diz o grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão. A dívida remunerada líquida diminuiu 14,2 milhões, em termos homólogos, para 140,2 milhões de euros.

As receitas com publicidade aumentaram 1,3%, revela a Impresa.

As receitas totais do Grupo atingiram 88,2 milhões, refletindo uma redução de 4% face ao valor registado no período homólogo.

Os custos operacionais aumentaram 3,6%, em consequência, principalmente, do aumento de custos com produção e energia, da cobertura da guerra na Ucrânia e da resposta ao ataque informático sofrido em janeiro de 2022. Este aumento é sem considerar as amortizações, depreciações, provisões e perdas por imparidade em ativos não correntes.

Destaque ainda para o facto de a SIC ter mantido a liderança das audiências com 17,8% de share. A SIC representou 49,6% de quota de mercado do investimento publicitário entre os canais generalistas. “No desempenho semestral, os websites da SIC obtiveram a média mensal mais elevada de sempre, com um alcance superior a 3,2 milhões de  visitantes únicos”, refere.

A Impresa diz que o jornal Expresso é a publicação em Portugal com a maior circulação paga por edição. “O Expresso continua a ser o jornal mais vendido em Portugal, com uma média de 96 mil exemplares vendidos, segundo os dados da APCT, de janeiro a março de 2022”, refere o comunicado. Entre janeiro e março de 2022, a circulação digital paga do semanário foi de 44 mil exemplares por edição.

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