In Vino Veritas

A verdade está no vinho. Quem o disse foram os romanos e, no caso da Mercadona, também se aplica. Marcas próprias que dinamizam a economia local e dão oportunidade aos pequenos e médios agricultores no acesso aos mercados.

 

Uma empresa portuguesa de origem espanhola e sede em Valência. Assim se define a Mercadona em Portugal. Um projecto de expansão que culminará com a abertura de 10 lojas em 2019. Uma aventura assente nos valores da marca e que teve início através do esforço prévio de conhecer a fundo o mercado português, os hábitos, gostos e necessidades da sociedade portuguesa, para nela se integrar melhor e poder acrescentar-lhe valor. Uma aventura que também está para continuar, já que tem como objectivo alcançar cerca de 150 a 200 supermercados em Portugal.

Regra dos três simples: sustentabilidade, transparência e variedade
São 20 os fornecedores portugueses de vinhos que fazem as marcas próprias da Mercadona. Avareza, Castelo de Moinhos, Pousada do Corvo são algumas das suas marcas produzidas por fornecedores lusos, devidamente identificados nos rótulos. Estes são factos que asseguram a qualidade dos seus néctares. Graças ao seu Modelo, a Mercadona aposta numa relação a longo prazo e socialmente responsável, igual para todas as partes envolvidas, mas em que o objectivo fundamental é a especialização do produto, assegurando a máxima qualidade. Em estreita colaboração com o sector primário, para a empresa ele é, acima de tudo, uma alavanca de crescimento não só para a empresa como para os países. Razão pela qual, desenvolve o seu projeto “Cadeia AgroAlimentar Sustentável da Mercadona”, que procura unir esforços e partilhar o conhecimento de cada elo que a forma. Assim e entre todos, é possível unir esforços e partilhar o conhecimento de cada elo que a constrói para, entre todos, criar sinergias e construir uma Cadeia Agroalimentar eficiente, moderna e diferenciada.

No centro da inovação
Visionária na relação tanto com fornecedores como com clientes e no diálogo que mantém com eles, a Mercadona cria soluções que vão ao encontro das necessidades, em permanente mudança e adaptação, através da coinovação, com qualidade e serviço definidos e, claro, um preço competitivo. Razão que levou a empresa a criar, em Junho de 2017, o Centro de Coinovação de Matosinhos, até agora, único em Portugal. Em Espanha e funcionam como autênticos “macrolaboratório de ideias”. Nele trabalham cerca de 50 especialistas de produtos que fazem deste laboratório uma ferramenta de trabalho determinante para estudarem os gostos e hábitos de consumo dos portugueses. Conta com uma sala de degustação de produtos e cozinhas para as sessões com os consumidores, cujo objectivo é partilhar experiências com os clientes e conhecer em primeira-mão os seus gostos, a razão pela qual precisam de determinado produto, a forma como é consumido e, até, a forma como o querem embalado. Foi graças a estas sessões que foi possível desenvolver as marcas próprias de vinhos da Mercadona adaptadas às preferências e hábitos de consumo dos portugueses. Para esta empresa, a inovação é um factor claro de diferenciação e os resultados são evidentes: fornecedores satisfeitos, clientes satisfeitos, um sucesso que só agora está a começar. Sofia Ribeiro, responsável de compras de vinhos da Mercadona, conta-nos que “na Mercadona apostamos sempre numa relação próxima com os fornecedores, pois somos conscientes que a partilha de conhecimento e experiências permite um crescimento partilhado e sustentável. Desde que anunciámos a nossa presença em Portugal, quisemos conhecer os produtores de vinhos portugueses e apostar na produção nacional. O trabalho de desenvolvimento das nossas marcas próprias de vinhos foi um processo de estreita colaboração com os produtores para responder da melhor forma às preferências dos consumidores portugueses”. E como falamos de vinhos, brindemos, então, a Portugal e aos seus produtos!

 

Aliados perfeitos, em nome do consumidor

Mais do que explicar, é importante verificar como é que, no terreno, a política de fornecedor da Mercadona funciona e quais as mais-valias que traz. Nuno Borges, da Adega de Vila Real, explicou-nos a relação que a Mercadona tem com os seus fornecedores. Esta adega é responsável pelas marcas de vinho da Mercadona Áurea Quebrada e Conde Moreira…

Parcerias entre adegas e cadeias de supermercados dinamizam a economia local?
As cooperativas agrícolas são agregadoras da produção de pequenos e médios agricultores. Através da união entre eles, alcançam uma dimensão e escala que facilita o acesso aos mercados. Para que isto seja possível, é necessária a contra-parte que assegure o elo de ligação com os consumidores. Vivendo nós num país cada vez mais dual, entre os centros urbanos do litoral e um interior cada vez mais desertificado (local onde se desenvolve muita da actividade agrícola), significa que aumentou a distância física entre quem produz e quem consome, sendo cada vez mais difícil encontrar escoamento dos produtos nos mercados locais e na sua comunidade, sendo imprescindível assegurar que os nossos vinhos cheguem às pessoas, que maioritariamente vivem nos grandes centros urbanos.

A sustentabilidade facilita as pontes entre supermercados e produtores?
Essa ponte tem sido assegurada pelas cadeias de supermercados, que são um reflexo das mutações na própria sociedade. Importa que o nível de parceria e envolvimento seja assente em pressupostos de negociação justos e equilibrados, só assim é possível construir relações comerciais sustentáveis no tempo, como procurámos empreender com a Mercadona. É esta sustentabilidade que nos permite ser um agente activo na dinamização da economia local, sendo a nossa Cooperativa um importante sustentáculo para a economia familiar de centenas de pessoas das zonas rurais em torno de Vila Real, contribuindo para manter a “paisagem viva” do Douro, que fez a Unesco distinguir a nossa região como Património da Humanidade.

Como caracteriza o consumidor português?
É comum ouvirmos que os vinhos portugueses evoluíram muito nas últimas décadas. Porém, é um pouco ignorado o papel central que os consumidores portugueses desempenharam neste processo. Durante este período, o próprio consumidor também evoluiu: hoje é mais exigente, tem mais conhecimento e está mais informado. A exigência do consumidor lançou desafios aos produtores e foi um catalisador dessa evolução. Assim se criou um ciclo virtuoso que nos tem permitido atingir patamares de reconhecimento e qualidade difíceis de imaginar há 20 anos. Os vinhos portugueses são cada vez mais apreciados cá dentro, e cada vez mais apetecíveis na exportação, sendo um agente activo na melhoria da imagem do nosso país, dando o seu contributo para o turismo, como destino eno-gastronómico.

A nova geração foi importante para esta mudança?
As novas gerações têm um entendimento do vinho cada vez mais pleno, que não se fica pela garrafa ou a região. Dão uma outra importância a tudo o que está além da garrafa: às pessoas e aos trabalhos na adega, ao enólogo, às castas (valorizando muitas que estavam quase em extinção), recuperando técnicas que quase tinham desaparecido… Há 30 anos, o enólogo ficava no anonimato, era um “soldado desconhecido”. Hoje é uma figura central. Tudo acontece porque o consumidor de vinhos “obriga” a uma maior interacção. Quanto mais exigentes forem os consumidores portugueses, mais competitivos serão os vinhos portugueses no Mundo.

Como descreve esta parceria com a Mercadona e qual o carácter distintivo que atribui a esta cadeia de supermercados?
A entrada de novos operadores faz sempre mexer o mercado. É uma prova de vitalidade do próprio sector, mas quem fica a ganhar é o consumidor. O sector da distribuição é já um sector maduro em Portugal, com uma vasta rede na cobertura do país, sendo, por isso, bastante exigente para novos ‘players’, pois terão de vingar num ambiente já bastante consolidado. Daí que seja necessário arrojo e inovação, com novas abordagens de mercado, tanto a montante, como a jusante. E esse é o principal desafio para a Mercadona. Como produtor, estas experiências são uma excelente oportunidade e contribuem para o evoluir da nossa organização, na qual a partilha de informação que ajude os produtores a conhecer melhor os consumidores é o principal pilar. São redes de supermercados como a Mercadona que todos os dias contactam com as pessoas, tornando-as o foco central da sua acção, tanto da loja como de toda a rede de fornecedores, que permitem incrementar esse conhecimento. Se os produtores conhecerem melhor as necessidades e anseios dos consumidores, e incorporarem isso nos seus processos, conseguimos em conjunto superar as expectativas. Nesse contributo para tornar os produtores portugueses ainda mais capazes e competentes, no final quem fica a ganhar é o próprio consumidor.

Mais informações, aqui.

 

 

Este conteúdo patrocinado foi produzido em colaboração com a Mercadona.

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