Inaugurados cuidados intensivos de Infeciosas no Hospital de S. João

A Unidade de Cuidados Intensivos do Serviço de Doenças Infecciosas do Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ), que sofreu obras de remodelação avaliadas em cerca de 500 mil euros, foi hoje inaugurada.

“A unidade passa a dispor de quatro quartos, com circuitos independentes e com segurança máxima para uma doença emergente, como por exemplo febre hemorrágica, ébola, a covid ou outras doenças que podem devastar uma comunidade”, explicou aos jornalistas o médico infeciologista, até há pouco tempo diretor do serviço, António Sarmento.

Contudo, o agora responsável no Hospital e São João pelo Centro Académico Clínico do Porto disse que “o ideal seria criar uma unidade física para responder às doenças emergentes”.

“Temos de apreender que as pandemias vão ser mais frequentes, que outras virão, provavelmente, tão ou mais graves do que a provocada pelo [vírus] Sars-CoV-2”, acrescentou.

A obra foi cofinanciada pela AEP — Associação Empresarial de Portugal, pela conta solidária “Todos Por Quem Cuida”, iniciativa da Ordem dos Médicos (OM) e da Ordem dos Farmacêuticos, com o apoio da Apifarma (Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica) e de outras instituições da sociedade civil.

Presente na inauguração, o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, ressalvou que “este projeto foi da iniciativa de um conjunto de pessoas e instituições que fizeram aquilo que era importante que fosse feito mais vezes, isto é, que a própria sociedade civil, as empresas e quem pode de alguma forma contribuir fosse ajudando a causa pública como acontece em vários países”.

O presidente da Associação Empresarial do Porto (AEP), Luís Miguel Ribeiro, congratulou-se também com a existência desta nova unidade, que “vai ficar para o futuro e que resulta de um momento desafiante, em que a sociedade, os empresários e unidades de saúde, em conjunto com bastonário da Ordem dos Médicos e a Associação solidária ‘Todos por Quem Cuida’, se uniram para angariar o valor necessário para concretizar o projeto”.

As obras tiveram como finalidade o melhoramento dos quartos, para que num futuro haja “condições de segurança totais” para os doentes porque, segundo António Sarmento, permite as condições para que seja uma unidade com isolamento biológico de nível máximo, e por outro lado, muito bem equipada para tratar qualquer doente em estado crítico, de outras especialidades.

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