Indianos investem 395 milhões no carvão moçambicano

O consórcio estatal indiano Coal Ventures (ICVL) prepara-se para investir 500 milhões de dólares (395 milhões de euros) em infraestruturas associadas à exploração de carvão em Moçambique, informou a agência noticiosa da Índia PTI. O investimento, a realizar em dois ou três anos, visa melhorar as condições logísticas no escoamento do carvão em Moçambique, incluindo […]

O consórcio estatal indiano Coal Ventures (ICVL) prepara-se para investir 500 milhões de dólares (395 milhões de euros) em infraestruturas associadas à exploração de carvão em Moçambique, informou a agência noticiosa da Índia PTI.

O investimento, a realizar em dois ou três anos, visa melhorar as condições logísticas no escoamento do carvão em Moçambique, incluindo uma rede ferroviária de 500 quilómetros, estradas e instalações portuárias, disse no domingo fonte do consórcio público indiano à PTI.

Em julho, o ICVL negociou por 50 milhões de dólares (39,5 milhões de euros) a aquisição das minas de carvão que a Rio Tinto detinha em Moçambique.

O negócio, concretizado, no início de outubro, envolve a totalidade das minas que a Rio Tinto possui nas províncias da Zambézia e Tete e 65% das reservas de Benga (também em Tete) e pelas quais a multinacional anglo-australiana tinha pago mais de três mil milhões de dólares (2,3 mil milhões de euros) em 2011 à Riversdale Minining.

A mina de Benga é a única em funcionamento e a ICVL pretende aumentar, até 2017, a atual exploração de cinco milhões de toneladas por ano para 12 milhões, precisou a mesma fonte, reconhecendo que a operação neste momento perde dinheiro e que aquele objetivo está dependente do investimentos em instalações logísticas e infraestruturas.

A ICVL é um consórcio de cinco empresas públicas especificamente criado pelo Governo indiano para encontrar minérios e metais destinados ao seu mercado interno.

 

OJE/Lusa

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