Indivíduo que ameaçou Marcelo suspeito pelos crimes de coação, extorsão e detenção de arma proibida (com áudio)

O comunicado da PJ revela que este inquérito está a ser titulado pelo DIAP de Lisboa e que o indivíduo foi detido “fora de flagrante delito” e que os factos remontam a 26 de outubro através de uma carta remetida ao Presidente da República “com ameaças de morte e tentativa de extorsão, contendo no seu interior uma munição de arma de fogo”.

A Polícia Judiciária emitiu ao final da manhã desta terça-feira um comunicado em que revela que o indivíduo detido por ameaça de morte ao Presidente da República é “suspeito da prática dos crimes de coação agravada, de extorsão na forma tentada e de detenção de arma proibida”.

A Polícia Judiciária capturou esta manhã um homem que exigia um milhão de euros para não matar o Presidente da República, de acordo com uma informação avançada esta segunda-feira pela “CNN Portugal”.

Esta estação televisiva apurou que o indivíduo, entretanto capturado, é perigoso, tem antecedentes por crimes violentos e é suspeito de ter planeado um atentado contra o chefe de Estado.

O comunicado revela que este inquérito está a ser titulado pelo DIAP de Lisboa e que o indivíduo foi detido “fora de flagrante delito” e que os factos remontam a 26 de outubro através de uma carta remetida ao Presidente da República “com ameaças de morte e tentativa de extorsão, contendo no seu interior uma munição de arma de fogo”.

Revela o comunicado da PJ que “uma aturada investigação por parte da Unidade Nacional Contra Terrorismo, permitiu chegar à identificação do presumível autor da prática dos mencionados crimes”, sendo que esta terça foi efetuada “uma busca à residência deste, e a apreensão de vários elementos de prova”.

A PJ adianta que “o suspeito é possuidor de vastos antecedentes criminais” e que “será sujeito a primeiro interrogatório judicial tendo em vista a aplicação de medidas de coação”.

Marcelo reage
Marcelo Rebelo de Sousa pronunciou-se esta terça-feira relativamente à ameaça recebida pelo indivíduo que foi detido hoje na região da Grande Lisboa.

“O período de maior intensidade de ameaças foi em 2017 e 2018. Era pedida uma quantia avultada e havia um número de telefone e um número de conta bancária. Desvalorizei essa ameaça mas respeito as investigações das entidades competentes”, referiu o Presidente da República.

A ameaça terá chegado a Belém em outubro do ano passado através de uma carta que explicitava a ameaça de que se não fosse pago o valor de um milhão de euros, o Presidente da República seria morto a tiro. No mesmo envelope estaria uma bala e um NIB para o qual deveria ser feita a transferência do valor.

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