Indonésia. Polícia sob pressão pelo uso indiscriminado de gás lacrimogéneo

Os desacatos num estádio de futebol resultaram em 125 mortos, 17 dos quais crianças, de acordo com as autoridades. A atuação da polícia gerou o caos e vai contra as indicações da FIFA.

Créditos: Yudha Prabowo / Associated Press

Os desacatos num estádio de futebol na Indónesia terminaram em tragédia, com 125 mortos e 320 feridos, de acordo com os dados divulgados pela polícia, que agora enfrenta uma enorme pressão. Em causa está a abordagem tomada na noite de sábado, que passou pelo disparar de bombas de gás lacrimogéneo e que resultou já no despedimento do chefe nacional da polícia indonésia.

Uma invasão de campo por parte dos adeptos antecedeu o incidente no estádio Kanjuruhan, que estava lotado. A polícia respondeu aos civis com disparos de bombas de gás lacrimogéneo, despoletando o pânico. Uma medida que vai contra os regulamentos da FIFA que ditam que as autoridades não devem ter em sua posse, ou sequer usar, “gás de controlo de públicos” no interior dos recintos desportivos. O episódio em causa deixa os agentes envolvidos numa situação ainda mais complicada.

No meio do caos que se gerou, foram muitos os que sufocaram ou foram esmagados pela multidão. Entre os que perderam a vida estão 17 crianças, de acordo com as informações divulgadas pelas autoridades daquele país.

Ao diário britânico “The Guardian“, três testemunhas garantem que o gás lacrimogéneo não foi disparado unicamente a quem invadiu o relvado, mas também, de forma indiscriminada, a quem estava nas bancadas do estádio e sem que existisse um aviso prévio.

Os incidentes levaram ao despedimento do chefe da polícia da Indonésia, enquanto que pelo menos oito agentes foram suspensos e pelo menos 28 foram interrogados, de acordo com as declarações de um porta-voz daquela entidade, que veio a público esta segunda-feira, citado pela “France 24”.

A pressão sobre as autoridades é de tal ordem que o presidente daquele país, Joko Widodo, ordenou a compensação das famílias das vítimas, de acordo com um ministro indonésio.

Pelas redes sociais correm imagens do sucedido, com cenas que podem ferir alguma suscetibilidades.

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