Indonésia recusa para já normalização diplomática com Israel

Circulavam em Israel notícias que indicavam que a Indonésia poderia ser o próximo país muçulmano a normalizar as relações com o Estado judaico. Mas o presidente telefonou a Mhamoud Abbas desmentindo essa possibilidade.

O presidente da Indonésia, Joko Widodo, telefonou ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, para lhe garantir que Jacarta não prevê aderir ao grupo de países muçulmanos que vão normalizar as relações diplomáticas – desmentindo assim, pelo menos para já, notícias que davam o país asiático como o próximo da lista a aderir ao processo, gizado pelo antigo presidente Donald Trump.

“Apesar das rápidas mudanças no Médio Oriente, a Indonésia não tomará nenhuma medida para normalizar as relações com Israel até que uma paz permanente e abrangente seja alcançada entre os palestinianos e os israelitas”, disse Widodo a Abbas, de acordo com fontes da Autoridade Palestiniana.

Widodo assumiu o seu engajamento com causa palestiniana e a rejeição dos recentes acordos de normalização firmados entre Israel e os Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Marrocos e Sudão. Tal como acontece com a rei saudita, o presidente indonésio diz que não firmará qualquer acordo com Israel enquanto não houver uma solução de dois Estados.

Segundo as mesmas fontes, Abbas agradeceu ao presidente indonésio o seu apoio e atualizou Widodo sobre os últimos desenvolvimentos relacionados com os esforços de Ramallah, que funciona como capital da Palestina, para alcançar a condição de Estado.

A Indonésia, a nação muçulmana mais populosa do mundo, nunca teve laços diplomáticos formais com Israel e há muito que apoia as aspirações palestinianas face a um Estado independente, com a capital em Jerusalém oriental.

Segundo os jornais israelitas – que deram eco da notícia – autoridades israelitas terão sondado de forma informal a possibilidade de estabelecimento de relações diplomáticas com a Indonésia, que terão sido rejeitadas.

A Indonésia estaria numa lista de países asiáticos muçulmanos na Ásia dispostos a normalizar as relações com Israel, mas o telefonema para a Palestina parece ter sido feito para provar o contrário.

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