Indústria 4.0 em Portugal: desafios para as empresas no pós-pandemia

Embora o termo Indústria 4.0 já seja algo bastante familiar para muitos industriais e académicos, a PwC considera que “a quarta revolução industrial, focada na digitalização, na integração de sistemas, aplicada à indústria tradicional” está a transformar a realidade das empresas industriais.

 

No atual contexto de pandemia (que, aparentemente, está longe do fim), a digitalização das empresas que apostaram nesse caminho foi crucial para que a adaptação do seu modelo de negócio às novas exigências do mercado fosse rápida e eficaz, reduzindo o impacto económico desta nova realidade. Esta redução de custos e a otimização de processos revelou-se pelo menos meia chave para o sucesso das empresas do setor industrial.

Com vista a manterem-se competitivas, é importante que novas atualizações sejam procuradas e implementadas no tecido empresarial. E é aqui que entra a tecnologia: operações mais rentáveis, automáticas e eficazes que contribuem para a evolução da indústria e cujo foco é integrá-la nos processos de produção e qualidade.

Desafios para as empresas industriais no pós-pandemia. 

Causando uma das mais profundas crises económicas de que temos registo, a pandemia COVID-19 trouxe também o abanão necessário para que se acelerasse a transformação digital das empresas. Mas, como qualquer evolução, surgiram também novos desafios relacionados com o aumento da competitividade, falta de recursos humanos especializados, a digitalização da economia e a segurança dos dados produzidos.

A americana Equinix, através do seu estudo anual Global Tech Trends, tirou conclusões que ilustram os desafios acima descritos:

  • 58% dos inquiridos sentem falta de cultura digital e formação;
  • 38% dizem que os benefícios económicos nos investimentos digitais são indefinidos;
  • 33% apontam a falta de capacidade de colaboração dos parceiros de negócios;
  • 29% têm questões não resolvidas em relação à segurança e privacidade dos dados obtidos.

Competitividade, recursos humanos e digitalização da economia. 

Para conseguir evoluir, o tecido industrial foi e é obrigado a fazer um investimento em tecnologia que lhe permita fazer uma gestão de cadeia global das operações. Desta forma, irão conseguir tornar os seus processos mais fluidos e articulados entre si, aumentar a rentabilidade e fazer uma redução nos custos e nas falhas ao longo da cadeia de produção. Mas é importante que as empresas nunca percam de vista o seu principal objetivo: a qualidade dos produtos produzidos.

Ainda de acordo com o estudo da Equinix, cerca de 52% dos decisores portugueses dizem que pretendem investir em tecnologia para aumentar a competitividade das suas empresas numa fase pós-pandemia.

Segurança e privacidade dos dados obtidos. 

Com a transformação digital da indústria, será e está a ser produzido um volume enorme de dados, crescendo a preocupação relativa à cibersegurança. Para as empresas portuguesas, há várias questões que mexem com a sua tranquilidade:

  • Extração não autorizada de dados ou alterações de dados dentro dos fluxos internos das empresas (61%);
  • Riscos inerentes à responsabilização pela perda de dados (59%);
  • Interrupções operacionais devido a quebras ou falhas de cibersegurança (hacking) (43%);
  • Desvio de dados durante a troca de informações com os parceiros (43%, de acordo com o Global Tech Trends).

Ultrapassar os desafios impostos. 

Para que a competitividade das empresas se mantenha, é crucial que haja uma aposta contínua em:

  • Recursos humanos com capacidades tecnológicas;
  • Investir e implementar tecnologia;
  • Manter a harmonia entre os recursos humanos e a tecnologia implementada.

O que é que isto significa? Que é importantíssimo haver um equilíbrio entre o que se pretende implementar (do ponto de vista tecnológico) e os recursos humanos disponíveis dentro de cada empresa. Para isso, há que apostar na formação contínua dos colaboradores. Desta forma, o investimento tecnológico para otimização de processos será eficaz, com as pessoas a saberem explorar todo o potencial das novas máquinas.

Ao termos recursos humanos competentes do ponto de vista tecnológico, será muito mais simples o bom funcionamento das empresas, havendo assim um aumento da produção e um melhor alinhamento da tecnologia e da componente humana naquela que é uma mudança esperada e querida na indústria portuguesa.

Fraunhofer promove seminário sobre esta temática. 

Em parceria com a SANJOTEC e a INOVA-RIA, a FRAUNHOFER Portugal Research promove no próximo dia 15, no Edifício Porto Inova (Porto), o seminário Desafios da Indústria 4.0 em Portugal, que abordará temas relacionados com a introdução de tecnologias avançadas de produção em sistemas produtivos e o impacto da transformação digital nas empresas do setor industrial.

Este evento pretende fomentar a adoção de metodologias e processos relacionados com a Indústria 4.0 e promover o debate sobre o efeito destes investimentos na competitividade das empresas, nos seus modelos de negócio, de trabalho e funcionamento, competitividade, os desafios associados e dar a conhecer medidas de financiamento existentes.

Para inscrições e mais informações, siga este link. Este projeto é cofinanciado pelo Compete 2020, Portugal 2020 e Fundo Europeu do Desenvolvimento Regional.

 

 

Este conteúdo patrocinado foi produzido em colaboração com a FraunhoferInovaRia e Sanjotec.

Recomendadas

Telecoming e SL Benfica acertam acordo para a distribuição de conteúdos digitais mobile (com áudio)

A Telecoming fica encarregue de fazer a ponte entre os adeptos e simpatizantes benfiquistas através da criação de conteúdos digitais, dirigidos aos consumidores via mobile.

Aborto nos EUA. Fundador da Prozis responde a críticas de influencers: “Tentar destruir alguém pelas suas ideias é um sinal dos tempos” (com áudio)

“Acredito que esta politica de cancelamento possa destruir muitas vidas , principalmente destes tais influencers. Hoje sou eu, amanhã serão eles. É uma questão de tempo”, disse Miguel Milhão em resposta às críticas. Pelo menos, quatro embaixadoras da marca já anunciaram o fim das parcerias.

MEO, NOS e CTT são as empresas com mais queixas dos portugueses (com áudio)

Os sectores das comunicações eletrónicas, bens de consumo e serviços financeiros correspondem a dois terços das reclamações, 100.956 no total.
Comentários