INE: 6,8 mil edifícios receberam licenciamento no primeiro trimestre

“Do total de edifícios licenciados, 76,0% eram construções novas e destas, 82,6% destinavam-se a habitação familiar. Os edifícios licenciados para demolição (396 edifícios) corresponderam a 5,8% do total de edifícios licenciados no primeiro trimestre”, refere o organismo de estatísticas na mesma nota.

Margarida Grossinho

Nos primeiros três meses do ano, 6,8 mil edifícios receberam licenciamento em Portugal, uma subida homóloga de 0,6%, de acordo com dados de um boletim divulgado esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

“Do total de edifícios licenciados, 76,0% eram construções novas e destas, 82,6% destinavam-se a habitação familiar. Os edifícios licenciados para demolição (396 edifícios) corresponderam a 5,8% do total de edifícios licenciados no primeiro trimestre”, refere o organismo de estatísticas na mesma nota.

De acordo com o INE, as regiões do Norte, Centro e Algarve tiveram variações homólogas positivas no número total de edifícios licenciados, com subidas de 3,0%, 1,1% e 1,1%, pela mesma ordem, enquanto nas restantes quatro regiões foram observadas variações homólogas negativas: -3,8% na Área Metropolitana de Lisboa, -3,1% na Região Autónoma da Madeira, -2,7% no Alentejo e -0,9% na Região Autónoma dos Açores.

Comparativamente ao número de edifícios licenciados correspondentes a construções novas no primeiro trimestre do ano passado, o INE aponta para um crescimento de 4,1%, enquanto as obras de reabilitação diminuíram 9,1%.

Face com o trimestre anterior, o licenciamento em construções novas aumentou 21,8% e as obras de reabilitação cresceram 15,3% e, em relação ao primeiro trimestre de 2019, este licenciamento subiu 16,5% e as obras de reabilitação diminuiram 14,1%.

Com exceção do Alentejo, o licenciamento de edifícios para construções novas cresceu em termos homólogos em todas as regiões do país, com os valores relativos mais elevados a serem registados na Região Autónoma dos Açores (+15,9%) e no Algarve (+13,2%).

“No 1.º trimestre de 2022, foram licenciados 8,0 mil fogos em construções novas para habitação familiar. Este valor representa um acréscimo de 9,3%, face a igual período de 2021 (-3,9% no 4º trimestre de 2021). Em comparação com o 1.º trimestre de 2019, os fogos em construções novas aumentaram 24,8%”, é mencionado no mesmo comunicado.

O Algarve teve a única variação homóloga negativa no país (-52,5%).

“O decréscimo registado nesta região ocorre em consequência de um efeito de base, dado que no 1º trimestre de 2021 se verificou o mais alto licenciamento de fogos em construções novas para habitação familiar dos últimos cinco trimestres, devido ao licenciamento de vários empreendimentos imobiliários no município de Silves”, explica o INE.

“Numa análise por variável, a região Norte continua a destacar-se com o maior contributo em todos os indicadores, sendo responsável por 40,2% dos edifícios licenciados, 42,7% dos edifícios licenciados para reabilitação e 47,4% dos fogos licenciados em construções novas para habitação familiar”, detalha o INE no mesmo comunicado.

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