INE: Pandemia faz aumentar preços de bens na saúde, restauração e hotelaria

O índice de preços do consumidor registou uma variação hómologa de -0,2% em novembro de 2020. Segundo o INE, registou-se um aumento das taxas de variação homóloga das classes da saúde, dos restaurantes e hotéis e das bebidas alcoólicas e tabaco, com variações de 2,3%, 0,5% e 0,5%, respetivamente.

O índice de preços do consumidor (IPC), o indicador que permite medir o impacto da pandemia nos preços dos bens e no custo de vida, registou uma variação homóloga de -0,2% em novembro de 2020, taxa inferior em 0,1 pontos percentuais (p.p.) à registada no mês anterior. Já a variação média dos últimos doze meses foi nula (0,1% em outubro).

As estimativas apresentadas, esta segunda-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), informam ainda que o indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) registou igualmente uma variação homóloga de -0,2%, taxa inferior em 0,1 p.p. à registada em outubro.

Segundo os dados do órgão de estimativas nacional, o agregado relativo aos produtos alimentares não transformados registou uma variação homóloga de 3,8% em novembro (valor inferior em 0,7 p.p. ao registado no mês precedente), enquanto o índice referente aos produtos energéticos manteve-se em -6,0%.

Olhando para o documento divulgado, por classes de despesa e face ao mês precedente, o INE destaca o aumento das taxas de variação homóloga das classes da saúde, dos restaurantes e hotéis e das bebidas alcoólicas e tabaco, com variações de 2,3%, 0,5% e 0,5%, respetivamente (1,4%, -0,4% e -0,2% no mês anterior).

Em sentido oposto, assinala-se a diminuição da taxa de variação homóloga da classe do lazer, recreação e cultura e do vestuário e calçado com variações de -1,3% e -3,7%, respetivamente (-0,3% e -2,9% no mês anterior).

Os índices de preços dos bens alimentares e bebidas não alcoólicas, saúde, e bens e serviços diversos contribuíram positivamente para a variação homóloga do IPC, enquanto os transportes e o vestuário e calçado deram contribuições negativas.

A um nível mais desagregado, “são de realçar as contribuições positivas dos sub-subgrupos do vinho, dos medicamentos e especialidades farmacêuticas, dos gelados, das taxas das licenças de televisão e de rádio e dos serviços domésticos efectuados por pessoal remunerado. Em relação às contribuições negativas, destacam-se as dos sub-subgrupos dos hotéis, motéis, pousadas e serviços de alojamento similares, da fruta fresca ou frigorificada, dos voos internacionais, dos seguros relacionados com a habitação e do cinema, teatro e concertos”.

Com a inflação negativa no mês passado, as pensões acima de 658,2 euros ficam congeladas, havendo para as pensões até esse patamar um aumento extraordinário de dez euros decidido pelo Governo.

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