Inês Lynce vai partilhar direção do Programa Carnegie Mellon Portugal com Nuno Nunes

Primeira mulher a assumir a liderança do programa, Inês Lynce é reconhecida pelo seu trabalho na área da inteligência artificial, nomeadamente na área da resolução de problemas com restrições e otimização.

Inês Lynce, professora associada com agregação do Instituto Superior Técnico e presidente do INESC ID, onde é investigadora integrada, vai partilhar a direção do Programa CMU Portugal com Nuno Nunes, professor catedrático do Técnico e presidente do Interactive Technologies Institute – ITI. A agora nomeada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia substitui no cargo Rodrigo Rodrigues, que esteve em funções desde 2018.

Em conjunto, Inês Lynce e Nuno Nunes vão assumir até 2023 a direção da parceria internacional estabelecida entre a FCT e a Universidade norte americana de Carnegie Mellon.

Inês Lynce, confessa assumir funções com “grande prazer e alguma expectativa”, lembra que está ligada ao Programa CMU Portugal há vários anos como investigadora, mas diz que agora o envolvimento será outro. “Passará certamente – adianta – por ajudar a parceria a alcançar os seus objetivos estratégicos até 2023”.

Primeira mulher a assumir a liderança do programa CMU Portugal, Inês Lynce é reconhecida pelo seu trabalho na área da inteligência artificial, nomeadamente na área da resolução de problemas com restrições e otimização. As suas principais contribuições referem-se ao desenvolvimento de algoritmos e ferramentas computacionais e à aplicação das mesmas para resolver problemas práticos tão diversos como a realização de horários nas universidades, a atualização de pacotes de software, o funcionamento de redes biológicas e a geração automática de código de programação a partir de exemplos.

Desde 2021 pertence ao Conselho Editorial da prestigiada revista científica “Artificial Inteligence Journal” e é membro recorrente dos comités das conferências internacionais de Inteligência Artificial. Em 2021, Inês Lynce fará parte da edição de “Mulheres da Ciência” em colaboração com a Ciência Viva.

O Programa CMU Portugal entrou em 2018 na sua terceira fase que se estenderá até 2030, centrando a sua atuação na área de Tecnologia da Informação e Comunicação com ênfase em áreas relacionadas ao processamento de grandes dados, incluindo Ciência e Engenharia de Dados, Inteligência Artifical, Machine Learning, Tecnologias da Linguagem, Análise de Dados, Cloud Computing e Engenharia e Políticas Públicas.

A parceria com a Universidade de Carnegie Mellon, líder mundial na área de Informática e Computação, torna o programa um parceiro estratégico para empresas do sector em Portugal. Este potencial atraiu já várias empresas altamente inovadoras para a lista dos 15 afiliados do Programa, incluindo duas empresas consideradas “unicórnios”: Altice, Accenture, CEiiA, Farfetch, Feedzai, NOS, Outsystems, Priberam, Remote, Talkdesk, Tekever, Thales, Unbabel, Uniplaces e Veniam.

Em 15 anos de atividade, o CMU Portugal envolveu 11 departamentos da Universidade Carnegie Mellon, mobilizou mais de 900 estudantes, 400 investigadores e docentes dos dois lados do Atlântico, quase 150 empresas parceiras, apoiou 74 projetos colaborativos de investigação, atraiu dezenas de  milhões de euros de cofinanciamento privado, acelerou os projetos de 17 equipas empreendedoras portuguesas nos Estados Unidos, e impulsionou a criação de 12 startups, que já atraíram quase cem milhões de dólares de investimento de capital de risco, na sua maioria internacional.

A Carnegie Mellon é uma universidade privada de investigação norte-americana com mais de 13 mil alunos que participam nos programas de Engenharia, Ciências da Computação, Robótica, Gestão, Políticas Públicas, Artes e Humanidades. A universidade tem pólos em Pittsburgh (Pensilvânia), Silicon Valley (Califórnia) e Doha (Qatar).

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