Infetados com Omicron com menos 50% a 70% de necessidade de internamento

Estudo revela que infetados com Omicron têm entre 31% e 45% menos probabilidade de ir à urgência de um hospital e 50% a 70% menor probabilidade de internamento. Os estudos são, contudo, demasiado preliminares.

Eduardo Lopes/Lusa

Dados preliminares de um estudo realizado no Reino Unido indicam que os infetados com a variante Omicron  da Covid-19 têm entre 50% e 70% menos probabilidade de hospitalização relativamente à estirpe Delta.

Segundo esta fonte, as descobertas dos cientistas acrescentam que a Omicron produz doenças mais brandas do que outras variantes, mas também se espalha mais rápido e evita melhor as vacinas.

A agência acrescenta que, com base em casos registados no Reino Unido, estima-se que um infetado com Omicron tenha entre 31% e 45% menos probabilidade de recorrer à urgência de um hospital, em comparação com outro com Delta “e 50 a 70% menor probabilidade de ficar internado.

A agência adverte no entanto que a análise “é preliminar e altamente incerta” devido ao pequeno número de infetados com Ómicron em hospitais do Reino Unido e ao facto de que a maioria está em grupos de idades mais jovens.

Segundo a mesma nota, até 20 de dezembro passado, 132 pessoas haviam sido admitidas em hospitais do Reino Unido com a variante Ómicron confirmada, das quais 14, com idades entre os 52 e 96 anos, morreram.

Os cientistas alertam que quaisquer reduções na gravidade precisam de ser ponderadas contra o facto de que a Ómicron se espalha muito mais rápido do que a Delta e é mais capaz de escapar das vacinas.

A pesquisa da agência revela que a proteção que uma injeção de reforço da vacina dá contra a infeção sintomática por Ómicron parece diminuir após cerca de 10 semanas, embora a proteção contra hospitalização e doenças graves provavelmente se mantenha por mais tempo.

A presidente-executiva a agência, Jenny Harries, disse que a análise “mostra um sinal inicial encorajador de que as pessoas que contraiam a variante Ómicron podem ter um risco relativamente menor de hospitalização do que as infetadas com outras variantes”.

Mas acrescenta que “atualmente o número de casos é muito alto no Reino Unido e que mesmo uma proporção relativamente baixa que exige hospitalização pode resultar num número significativo de pessoas gravemente doentes”.

O secretário de saúde do Reino Unido, Sajid Javid, afirma por seu turno que as informações emergentes sobre a Ómicron são “notícias encorajadoras”, mas admitiu que “ainda não está muito claro (…) em quanto esse risco é reduzido” em comparação com a variante Delta.

A análise segue dois estudos, um do Imperial College of London e outro de investigadores escoceses, que encontraram uma percentagem de infetados com Ómicron entre 20% e 68% menos probabilidade de necessitar de tratamento hospitalar face aos doentes que contrairão a variante Delta.

Dados da África do Sul, onde a variante Omicron foi detetada recentemente pela primeira vez, também sugeriram que esta variante pode ser mais suave naquele país.

A agência britânica acrescenta que mesmo que estes primeiros estudos sejam confirmados, a nova variante ainda pode sobrecarregar os sistemas de saúde devido ao grande número de infeções que origina.

A agência de saúde diz ainda que a Omicron parece capaz de reinfetar as pessoas mais facilmente do que as variantes anteriores, com registo de 9,5% dos casos de Ómicron encontrados em pessoas que já tiveram Covid-19, um número que admite poder estar provavelmente subestimado.

Os países do mundo estão a seguir atentamente a situação na Grã-Bretanha, onde a variante Ómicron agora é dominante e onde os casos aumentaram em mais de 50% numa semana.

A Grã-Bretanha registou esta quinta-feira 119.789 casos confirmados em laboratório, o maior número durante a pandemia e o segundo dia em que o número ultrapassou os 100 mil novos casos.

 

Recomendadas

SIC: Alargamento da dedução dos juros da habitação em sede de IRS poderá abranger mais de 660 mil famílias

Segundo a SIC Notícias, se a medida for incluída no Orçamento do próximo ano, como se espera, poderá abranger mais de 660 mil famílias. 

OE2023: PAN critica “rumo de desvalorização salarial” da função pública

A porta-voz do PAN criticou hoje a proposta de aumentos salariais para a função pública, apontando um “rumo de desvalorização salarial” e alertando que os funcionários públicos “viverão com menos recursos” no próximo ano.

OE2023: Iniciativa Liberal vai insistir no desagravamento de vários impostos

O líder da Iniciativa Liberal (IL) disse hoje, em Coimbra, que o partido vai apresentar cerca de uma dúzia de propostas de alteração ao Orçamento de Estado para 2023, que visam o desagravamento de vários impostos.
Comentários