Inflação acima das estimativas leva Wall Street a maior quebra em dois anos

Wall Street fechou a segunda sessão da semana com quebras significativas. Os principais índices desvalorizaram com os investidores de olho na Fed, depois da divulgação dos dados da inflação relativos a agosto.

Os principais índices dos mercados norte-americanos terminaram a segunda sessão da semana em terreno negativo, depois de ter sido revelado que, afinal, em agosto os preços nos Estados Unidos subiram mais do que os analistas estavam à espera. O S&P 500 e o Nasdaq registaram mesmo perdas superiores a 4%.

Esta terça-feira, o índice de referência em Wall Street, o S&P 500, recuou 4,32% para 3.932,69 pontos. Também no vermelho, o industrial Dow Jones caiu 3,94% para 31.104,97 pontos e o tecnológico Nasdaq perdeu 5,16% para 11.633,57 pontos. Estas foram as maiores quedas diárias destes índices desde meados de 2020.

O desempenho dos mercados é explicado, pelo menos, em parte pelos dados da inflação, que foram revelados esta terça-feira. Em agosto, os preços nos Estados Unidos subiram mais do que se estava à espera, estilhaçando as expectativas dos investidores de que a Reserva Federal norte-americana pudesse alterar a sua política no futuro próximo, adotando uma postura menos agressiva.

Em maior detalhe, o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos deu conta de que no oitavo mês do ano a inflação homóloga situou-se em 8,3%, desacelerando face à variação registada em julho, mas ficando acima do valor estimado pelos analistas.

Na sessão desta terça-feira, as cotadas do setor tecnológico, que são sensíveis às variações das taxas de juro, desvalorizaram. Os títulos da Apple desceram 5,87% para 153,84 dólares, os da Microsoft caíram 5,5% para 251,99 dólares e os da Amazon recuaram 7,06% para 126,82 dólares.

(Notícia atualizada às 21h23)

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